
A Justiça de SP determinou o bloqueio de R$ 246 mil das contas da Escola Elementare Fundamental, empresa ligada a Pablo Marçal. A decisão foi tomada pelo desembargador Mendes Pereira no final do ano passado e executada em 11 de fevereiro. O bloqueio ocorreu devido a uma suposta dívida com o Banco Safra, originada de um empréstimo bancário realizado em 2020, conforme informações da Folha.
O processo foi inicialmente movido contra a Escola Pichotinho, que pertence a outros empresários. No entanto, a Justiça considerou que a Escola Elementare e a Pichotinho fazem parte do mesmo grupo econômico. O entendimento foi de que houve uma reestruturação societária para transferir ativos e evitar o pagamento da dívida.

Marçal negou qualquer relação com a dívida e afirmou que sua empresa não faz parte do grupo econômico da Pichotinho. Em petição apresentada à Justiça, sua defesa declarou que a Escola Elementare possui um CNPJ distinto e que não participou da transação financeira. No processo, os advogados afirmaram que “não é responsável pelo prejuízo”.
A Escola Pichotinho também negou qualquer tentativa de blindagem patrimonial e disse que a acusação de formação de grupo econômico é “maliciosa”. A empresa argumentou que o bloqueio foi feito sem provas concretas e que não houve movimentação de ativos entre as instituições.
Na decisão, o desembargador citou que ambas as escolas compartilham o mesmo endereço e possuem administração conjunta. Além disso, mencionou que a fachada do prédio exibe a identidade visual das duas instituições, o que indicaria uma relação entre elas.
Pablo Marçal, que concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2024 e não foi eleito, ainda pode recorrer da decisão. O caso segue na Justiça enquanto as partes tentam reverter a medida.
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