Nesta terça-feira (26), o Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou vídeo das navios de guerra e veículos militares que foram enviados para próximo da Venezuela para atacar o país de alguma forma.

No registro há imagens do deslocamento do Grupo Anfíbio Pronto Iwo Jima, que reúne os navios USS San Antonio e USS Iwo Jima, além da 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais. As imagens também mostram caminhões e equipamentos. O vídeo foi filmado enquanto as embarcações se encontravam no porto de Norfolk, Estados Unidos.

A movimentação militar do imperialismo contra a Venezuela está sendo feita sob a farsa de combater o tráfico de drogas. O governo Donald Trump acusa Nicolás Maduro, presidente nacionalista da Venezuela, de chefiar um cartel de drogas. Como parte da ofensiva contra o chavismo, uma manifestação do nacionalismo venezuelano, o imperialismo norte-americano aumentou para US$50 bilhões uma recompensa que já haviam estabelecido por informações que resultem na “captura” de Maduro, tratando o presidente como um criminoso.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a barbie de estimação de Trump, chegou a declarar que “Maduro não é um presidente legítimo. Ele é um fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista acusado nos EUA de tráfico de drogas. Trump está preparado para usar toda a força americana para deter o tráfico de drogas“. Ela igualmente afirmou que os EUA estão preparados para atacar Maduro com “toda a força”, uma ameaça aberta contra a Venezuela e o povo venezuelano.

Expondo a farsa de Trump e do imperialismo de que a Venezuela seria um “narcoestado”, o que quer que isto seja, uma operação realizada pelas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) levou à apreensão de 2.800 quilos de substâncias ilícitas no município de Maroa, estado do Amazonas (sul), noticiou a emissora TeleSur. A informação foi divulgada por Diosdado Cabello , Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela. 

No mesmo sentido, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, compartilhou em seu canal do Telegram um artigo intitulado “A Grande Engana contra a Venezuela: A Geopolítica do Petróleo Disfarçada de Luta contra as Drogas“, conforme noticiado pela TeleSur.

O artigo foi escrito por Pino Arlacchi, ex-Subsecretário-Geral das Nações Unidas e Diretor Executivo do UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime). No artigo, ele informa que, quando ocupava a função, que a cooperação venezuelana no combate ao narcotráfico estava entre as mais eficazes da América do Sul, comparável apenas à de Cuba e que estes países “jamais tiveram terras cultivadas com cocaína”. Ele afirma que as acusações do governo Trump contra a Venezuela e seu presidente é “calúnia com motivação geopolítica” que visa encobrir os verdadeiros interesses energéticos do imperialismo norte-americano na região.

Arlacchi informa que os dados reais sobre o tráfico de drogas no mundo “que emergem do Relatório Mundial sobre Drogas de 2025, a organização que tive a honra de liderar, contam uma história oposta à difundida pelo governo Trump. Uma história que desmantela, pedaço por pedaço, a fabricação geopolítica construída em torno do ‘Cartel dos Sóis’, uma entidade tão lendária quanto o Monstro do Lago Ness, mas capaz de justificar sanções, embargos e ameaças de intervenção militar contra um país que, coincidentemente, se situa em uma das maiores reservas de petróleo do planeta”.

Ele denuncia que o tal Cartel dos Sóis, o qual Trump acusa Maduro de liderar, é uma “ficcção de Hollywood”, e que esse cartel fictício “não é mencionado no relatório da principal organização antidrogas do mundo, nem nos documentos de nenhuma agência europeia, nem em quase nenhuma outra agência anticrime do planeta. Nem mesmo em uma nota de rodapé […] Em outras palavras, o que a Netflix está promovendo como um supercartel é, na verdade, uma miscelânea de pequenas redes locais”, denunciou Arlacchi, acrescentando que as 100 mil mortes por ano de cidadãos norte-americanos por overdoses de opioides “não têm nada a ver com a Venezuela e tudo a ver com a Big Pharma americana”.

No mesmo sentido foi a declaração de Gustavo Petro, presidente da Colômbia. Em sua página do X, ele denunciou que “o cartel de los soles não existe, é a desculpa fictícia da extrema-direita para derrubar governos que não lhes obedecem”.

Voltando ao artigo do ex-alto funcionário da ONU, ele explica que o alvo de Trump é o petróleo venezuelano: “os Estados Unidos precisam de justificativas para suas políticas petrolíferas, por isso produzem propaganda disfarçada de inteligência”, afirma o ex-alto funcionário da ONU, citando as memórias do ex-diretor do FBI James Comey, onde ele afirma que Trump lhe dissera que o governo Maduro era “um governo sentado sobre uma montanha de petróleo que temos que comprar“.

Nessa conjuntura de ofensiva imperialista, especialmente dos EUA, contra a Venezuela, o embaixador do país no Irã afirmou que se os Estados Unidos travasse uma guerra contra a Venezuela, “os americanos sofreriam a mesma coisa que no Vietnã, Iraque ou Afeganistão”

Manifestando apoio ao povo venezuelano e ao chavismo, o Governo de Cuba rejeitou veementemente o atual destacamento de forças militares dos EUA no Mar do Caribe, denunciando que este ato perigoso representa uma grave ameaça e uma demonstração agressiva de força que mina a soberania e a autodeterminação dos povos da América Latina e do Caribe.

Cuba também acusa os Estados Unidos de serem o maior mercado de drogas do mundo , com redes de consumo, distribuição e lavagem de dinheiro operando “com relativa impunidade” em seu território.

Categorized in:

Governo Lula,

Last Update: 29/08/2025