Prestes a sediar a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada no Pará em novembro, o presidente Lula (foto/reprodução internet) precisa encarar o fato de que técnicos do Ibama irão recomendar a não liberação à Petrobras de execução do plano para pesquisas exploratórias na margem do rio Amazonas. A saia é justa. O oceanógrafo Ali Shareef – uma das vozes mais influentes na agenda global de adaptação climática e enviado especial da presidência das Maldivas para a COP30 – alertou sobre o risco de explorar Petróleo perto da Amazônia. Tanto o parecer do Ibama quanto a fala de Shareef fazem sombra aos interesses do governo e exigem, no mínimo, a análise do dilema: a necessidade de crescimento econômico e a igual necessidade de proteção de recursos naturais. A palavra final sobre a liberação cabe ao atual presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.
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