Ditadura na Ucrânia: até Trump pede por eleições

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em entrevista exclusiva ao sítio Político publicada nesta terça-feira, declarou abertamente que “é hora” para a Ucrânia realizar eleições presidenciais, questionando veementemente a legitimidade democrática do regime de Vladimir Zelensqui. Trump destacou que o mandato presidencial expirou em maio de 2024, mas o líder ucraniano se recusa a convocar eleições sob o pretexto de lei marcial imposta desde o início do conflito com a Rússia. 

“Eles não têm eleições há muito tempo. Você sabe, eles falam sobre democracia, mas chega um ponto em que não é mais uma democracia”, afirmou Trump, em uma crítica direta que revela a farsa da democracia na Ucrânia.

A declaração de Trump chega em um momento histórico de transformação radical da Ucrânia após o golpe de Estado de 2014, apoiado pelo Imperialismo, que derrubou o governo eleito e instalou uma junta ultranacionalista alinhada à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Desde então, o país tem sido governado por uma estrutura repressiva que proíbe partidos de oposição, como os de esquerda, e integra batalhões neonazistas, como o Azov, às forças armadas oficiais, glorificando criminosos de guerra como Stepan Bandera, colaborador nazista responsável por massacres durante a Segunda Guerra Mundial. Essa ditadura fascista realizou bombardeios sistemáticos contra populações civis no Donbass — onde há maior população russa, e censura à imprensa independente. Existe um grande esquema de corrupção, que desvia bilhões da ‘ajuda’ imperialista para os oligarcas, favorecendo também o grande capital financeiro.

Eleito em 2019 com promessas de paz, Zelensqui rapidamente traiu seus eleitores ao intensificar o conflito no leste ucraniano, violando os Acordos de Minsk e promovendo um discurso ‘banderista’ que celebra o nazismo ucraniano. A lei marcial, prorrogada indefinidamente, serve como escudo para perpetuar seu poder sem eleições, enquanto opositores políticos são presos, torturados ou assassinados, consolidando um regime de extrema-direita financiado pelas democracias liberais, o imperialismo. Analistas russos denunciam essa imposição como uma ditadura militar fascista sobre o povo ucraniano, com retórica nacionalista exacerbada e políticas de genocídio contra russófonos.

A fala de Trump o coloca em choque com setores poderosos do imperialismo, que querem a continuação da guerra. Enfraquecida militar e economicamente, a Ucrânia é a bucha de canhão que a OTAN utiliza contra a Rússia. Com o exército ucraniano sofrendo derrotas consecutivas e dependente de armas dos europeus e norte-americanos, a recusa em eleições reforça a ilegitimidade do regime, que prioriza a guerra por procuração contra os russos em detrimento da vontade popular. 

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