Terminou na madrugada deste sábado (30) a apuração do primeiro turno das eleições do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que definiu as chapas que seguem na disputa pela gestão 2025-2028. A Chapa 1 – Unidade Metroviária (CTB/CUT), liderada por Wagner Fajardo, saiu vitoriosa da primeira etapa com 1.239 votos (38,6%) e garantiu vaga no segundo turno, que acontece entre os dias 15 e 19 de setembro.
A Chapa 2, que representa a atual direção, avançou com 917 votos (28,5%). Já a Chapa 3 obteve 892 votos (27,7%), ficando apenas 25 votos atrás da situação, enquanto a Chapa 4 somou 162 votos (5,05%).
A eleição mobilizou trabalhadores de todas as linhas do Metrô — (1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata) —, com urnas itinerantes circulando pelas áreas operacionais e administrativas. No total, foram registrados 3.273 votos, sendo 26 brancos e 37 nulos.
Queda de participação em relação a 2022
O pleito deste ano contou com uma participação menor em comparação com as eleições de 2022, quando 3.983 metroviários votaram. Agora, foram 710 votos a menos, uma queda de 18%, apesar do aumento no número de chapas concorrendo.
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Em nota divulgada logo após a divulgação do resultado, a Chapa 1 comemorou a vitória no primeiro turno e convocou a categoria para ampliar a mobilização no segundo. “Companheiras e companheiros, a Chapa 1 – Unidade Metroviária mostrou sua força nas urnas e venceu o primeiro turno da eleição! Essa vitória é fruto da coragem, da confiança e da luta de cada um e cada uma que acredita num sindicato de verdade, ao lado da categoria. Mas a batalha não terminou: agora é partir com tudo para o 2° turno! Vamos ampliar a mobilização, conquistar mais votos e devolver o sindicato à base. A história está em nossas mãos!”
Em tom de convocação, a chapa reforçou: “Quem é contra essa gestão vem pra Chapa 1 mudar o sindicato”.
Cenário do segundo turno
A disputa pela direção sindical segue aberta e acirrada. Mesmo com a máquina da direção em mãos, a Chapa 2 chega fragilizada ao segundo turno, já que 71,4% dos metroviários se recusaram a apoiá-la no primeiro turno. A proximidade com a Chapa 3 aumenta a pressão por alianças e movimentos estratégicos na reta final.
Já a Chapa 1, com 38,6% dos votos válidos, sai com uma vantagem importante e o desafio de consolidar apoios para superar a barreira da maioria absoluta. O segundo turno será decisivo para definir os rumos do Sindicato dos Metroviários em um período de intensas lutas trabalhistas e mobilização social.
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