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Imagine uma sociedade em que o cuidado seja reconhecido como uma responsabilidade coletiva, e não um peso sobre os ombros de apenas um seguimento social, como ocrre hoje com as mulheres. Esse é o futuro que a Política Nacional de Cuidados busca construir.

No Brasil, o trabalho de cuidado – seja com crianças, idosos ou pessoas com deficiência – ainda é visto como uma “obrigação feminina”. Esse modelo injusto não só sobrecarrega as mulheres, mas limita suas oportunidades no mercado de trabalho e reforça desigualdades. Hoje, a falta de divisão justa do cuidado impacta diretamente na renda, na autonomia e na dignidade de milhões de trabalhadoras.

A Política Nacional de Cuidados, sancionada pelo governo Lula, é um passo fundamental para garantir que o cuidado seja um direito de todos, e não um fardo para poucos. Mas ainda falta regulamentação para que essa transformação saia do papel e alcance estados e municípios.

Além disso, a Convenção 156 da OIT, que assegura igualdade de oportunidades para trabalhadores com encargos familiares, segue travada no Congresso, refém da resistência de setores conservadores. Sem sua ratificação e implementação, continuaremos a ver mulheres sendo excluídas do mercado de trabalho simplesmente por serem mães ou cuidadoras.

A verdade é que uma sociedade que não valoriza o cuidado não é uma sociedade justa. Cuidar não é um favor, é um direito. E lutar por essa política é lutar por um futuro mais igualitário, onde homens e mulheres compartilhem responsabilidades e oportunidades.

O Sintaema apoia essa luta e segue firme na construção de uma sociedade mais igualitária, onde o trabalho de cuidado – essencial para a economia, as famílias e o bem-estar social – seja valorizado e compartilhado. Hoje, milhões de mulheres são prejudicadas pela falta de políticas públicas que assegurem essa divisão justa.

Sem políticas estruturadas, as mulheres continuam sendo sobrecarregadas, recebendo menos e tendo menos oportunidades no mercado de trabalho. O Sintaema reafirma seu compromisso com a luta por equidade e justiça social, defendendo a regulamentação da Política Nacional de Cuidados e a ratificação da Convenção 156.

Cuidar não é um fardo individual – é um direito coletivo. E essa luta é de todos nós!

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Last Update: 20/03/2025