Contra a violência e a carestia, mulheres ocupam as ruas no 8 de Março

Milhares de mulheres saíram às ruas em todo o Brasil neste sábado (8) Dia Internacional das Mulheres. As mobilizações deste ano tiveram pautas comuns: a valorização do trabalho feminino, o direito ao aborto legal, a redução da jornada sem redução de salário e o combate à carestia e à violência de gênero. 

Na Avenida Paulista, em São Paulo, a luta contra a escala 6×1 foi destaque. No Recife, um cortejo carnavalesco deu o tom da mobilização. Em diversas cidades, a exigência pela condenação de Jair Bolsonaro e os golpistas do 8 de janeiro também esteve presente.

O Dia Internacional da Mulher de 2025 reafirmou a centralidade da luta feminista por salários dignos, justiça social e combate à violência de gênero. Em meio às tentativas de esvaziamento da data por setores conservadores e pelo capitalismo, as manifestações mostraram que o 8M segue sendo um dia de resistência, mobilização e luta coletiva.

A seguir, um panorama de como o 8M mobilizou diferentes regiões do país.

São Paulo: milhares na Avenida Paulista contra a fome e a jornada 6×1

Na capital paulista, milhares de mulheres tomaram a Avenida Paulista com pautas econômicas e trabalhistas no centro das reivindicações. O preço dos alimentos, a luta contra a jornada de trabalho 6×1 e o fim do desmonte das políticas públicas estaduais foram os principais temas do ato.


Ato do 8M na Avenida Paulista reuniu milhares de mulheres. Fotos: Joanne Motta

Lideranças sindicais e feministas denunciaram as políticas do governador Tarcísio de Freitas, destacando os ataques aos serviços públicos e a privatização de equipamentos essenciais para as mulheres. 

Durante o protesto, a vereadora Najara Costa (PCdoB-Taboão da Serra) e Kele Cristina, da União Brasileira de Mulheres (UBM), reforçaram a necessidade de um salário digno, da valorização do trabalho doméstico e do acesso à alimentação saudável.

A democracia também esteve no centro das falas. Mulheres exigiram a prisão de Jair Bolsonaro e dos responsáveis pelo 8 de janeiro, reafirmando que não haverá anistia para golpistas.

Recife: frevo e resistência no arrastão das mulheres

No Recife, a força do 8M se manifestou no cortejo carnavalesco feminista, que uniu tradição e luta. O arrastão foi organizado pela Prefeitura do Recife e pelo Paço do Frevo, com apoio da Secretaria da Mulher.


Mulheres tomam as ruas do Recife em cortejo de resistência. Fotos: Equipe Cida Pedrosa

O tradicional bloco “Nem Com Uma Flor”, criado em 2001 para denunciar a violência doméstica, puxou a manifestação pelas ruas do Recife Antigo. O maracatu e o frevo deram o tom da caminhada, que também contou com o bloco “Eu, Rainhas!”, o afoxé Oyá Alaxé e a Orquestra de Frevo Só Mulheres.

A secretária da Mulher do Recife, Glauce Medeiros, destacou que o 8M é um dia de luta, mas também de fortalecimento das políticas públicas. “Saímos às ruas para reafirmar que não toleramos mais nenhuma forma de violência contra a mulher. Estamos aqui para divulgar serviços como o Centro de Referência Clarice Lispector, que funciona 24 horas para atender vítimas de violência doméstica”, afirmou.

Outras cidades também se mobilizaram

Além de São Paulo e Recife, o 8M teve atos expressivos em diversas capitais. Confira alguns registros das manifestações pelo Brasil:

Salvador:

Aracaju:

Curitiba:

Manaus:

Natal:

Recife

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