Com aval de Putin, Dilma é reeleita presidente do Banco do Brics

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita no comando do Banco do Brics, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD). 

Dilma assumiu a instituição em abril de 2023, após ser indicada pelo presidente Lula (PT) para substituir o economista Marcos Troyjo, que havia sido escolhido para o posto no governo de Jair Bolsonaro (PL). 

Pela regras de rotatividade, o mandato que Dilma assumiu pela metade acaba em junho e cabe à Rússia indicar um novo nome.

Contudo, ainda em 2024, o presidente russo Vladimir Putin informou que o país daria o aval para Dilma ser reeleita, devido a guerra com a Ucrânia.

Na época, o governo russo argumentou que as restrições impostas ao país por conta do conflito bélico – ao qual os países do Brics se opõe – poderiam comprometer a atuação russa no banco.

No ano passado, Putin chegou a elogiar a atuação de Dilma no NDB. “Apreciamos muito o que a senhora fez no último ano. Em geral, esta é uma instituição financeira promissora e em bom desenvolvimento“, declarou o russo, durante a 16º cúpula dos Brics, na cidade russa de Kazan. 

Hoje, a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, parabenizou Dilma pela continuidade no cargo. “Parabéns, presidenta Dilma Rousseff, pela recondução à presidência do Novo Banco de Desenvolvimento. Sob sua direção, o Banco dos BRICS vem cumprindo importante papel no desenvolvimento de nossos países”, escreveu nas redes sociais.

O Brics

O NDB foi criado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África, em 2014, como uma alternativa a instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI), a fim de mobilizar recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países emergentes e em desenvolvimento.

Nos últimos anos, Bangladesh, Emirados Árabes Unidos, Egito e Uruguai ingressaram no banco como “membros plenos”. Em 2024, 13 países foram convidados para integrar o bloco como “Estados Parceiros”.

De acordo com as normas, cada país que é “membro pleno” pode indicar o presidente do banco, com sede em Shangai, na China, para um mandato de cinco anos.

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