O ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil-PA), decidiu entregar o cargo depois de enfrentar forte pressão da cúpula de seu partido. A informação foi publicada pela jornalista Natália Portinari, no UOL, e confirma que a permanência do ministro na Esplanada se tornou insustentável.
Pressões internas no União Brasil
Durante a semana, Sabino foi criticado em grupos de WhatsApp de deputados do partido, tendo respondido lembrando que parlamentares haviam indicado aliados para cargos na pasta desde sua posse.
A ofensiva, porém, ganhou peso quando o presidente da sigla, Antônio Rueda, reforçou a orientação para que o União Brasil consolidasse sua posição como força independente da direita, incompatível com a presença de ministros no governo Lula.
A executiva nacional da legenda deve oficializar nos próximos dias a entrega dos cargos que ainda mantém na administração federal.
Caso paralelo: André Fufuca
Outro ministro sob pressão é André Fufuca (PP-MA), titular do Esporte. Ele recebeu ultimato do presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, para escolher entre o governo federal ou a fidelidade plena à legenda. A decisão deve ser tomada após conversa marcada para a próxima semana.
Estratégia da federação partidária
A movimentação do União Brasil e do Progressistas está vinculada à atuação da federação formada com os Republicanos, que reúne atualmente 109 deputados e 14 senadores. O objetivo é aumentar a influência no Congresso sem vínculo direto com o Executivo.
Situação de outros ministros ligados ao União Brasil
Apesar da saída de Sabino, dois ministros indicados por Davi Alcolumbre (União-AP) devem permanecer no governo:
Waldez Góes (PDT), Desenvolvimento Regional;
Frederico Siqueira, Comunicações.