O Banco do Brasil, Banco do Nordeste, BASA, CEF e BNDES, a despeito de diferenças jurídicas, são bancos públicos federais. Bancos, mas com características diferenciadas por prestarem serviços de alta relevância social no acesso a serviços financeiros, financiamento de projetos sociais e infraestrutura, crédito, suporte em crises econômicas, etc. Especificamente, o BB é a principal instituição financeira operadora da política nacional de crédito rural. O governo Bolsonaro tentou privatizar tudo, incluindo a Petrobras.
A privatização da BR Distribuidora por Bolsonaro, estabeleceu enorme volatidade nos preços dos combustíveis aos consumidores. Brasília talvez seja um dos melhores exemplos posteriores das manipulações nesse mercado. A propósito, será que a privatização dessa empresa não veio a calhar para os planos de expansão do PCC na cadeia(?) e no transporte dos combustíveis fraudados?
Parece que o clã não desiste de destruir os bens públicos. Neste momento, estão aproveitando o governo Trump para fulminar o Banco do Brasil.
De pronto, penso que atentar contra a soberania e os interesses do próprio país, afora a gravidade jurídica do delito, constitui atitude das mais abjetas. Eduardo Bolsonaro, em articulação com o pai, tem praticado esse crime em série, desde que migrou para os EUA para reivindicar punições ao nosso país na tentativa inútil de livrar Bolsonaro dos crimes cometidos.
Há poucos dias o Banco do Brasil denunciou, à AGU, a disseminação de fake news por bolsonaristas, sob o comando de Eduardo Bolsonaro, estimulando correntistas a fecharem suas contas no banco. O crime, alcançando todo o sistema financeiro nacional, se deu mediante disseminação na internet da virtual falência do BB pelo inevitável banimento da instituição do sistema internacional porque o Ministro Alexandre de Moraes seria correntista do BB, que não estaria aplicando as sanções da Lei Magnitsky impostas pelos EUA.
Ao mesmo tempo, oportunizando (e fomentando) o contexto de queda nos lucros do BB, os bolsonaristas vêm atuando de forma organizada no ataque à instituição pelo estímulo ao endividamento doloso por parte de mega produtores rurais.
Não há qualquer lastro econômico para tal. Afinal, temos safra record e preços consistentes, sendo que café e carne bovina, os produtos agrícolas potencialmente mais afetadas pelo tarifaço de Trump (aplaudido pelo governador de São Paulo) se mantêm com preços nas alturas. Assim, o que explicaria o salto na inadimplência no crédito rural, no BB, de 1.5% para 3,5% em um ano?
Talvez para confundir, duvidosos analistas apontaram para os supostos efeitos danosos da Resolução 4.966 do Banco Central, que alterou o conceito de “perda esperada” para ajustar a contabilidade das instituições aos padrões internacionais. Isto, entre outros fatos, mobilizou suspeitos escritórios de advocacia ao convencimento de parcela de grandes produtores rurais a movimentos de recuperações judiciais possibilitados por decisão do STF de 2020.
De forma simultânea, parte da bancada ruralista associada ao bolsonarismo passou a orientar pelo calote nas dívidas rurais na expectativa dos benefícios, da transformação em Lei, do PL 5122 de 2023, aprovado na Câmara dos Deputados, como revide político a atos do governo Lula como o veto ao aumento do número de deputados.
O PL em apreço, atualmente com requerimento de urgência para aprovação no plenário do Senado, prima pela abusividade na anistia ou prorrogação generosa de dívidas rurais com o suporte de R$ 30 bilhões do Fundo Social da exploração do petróleo que originariamente deveria ser destinado para a saúde e educação.
Em síntese, o povo brasileiro não pode mais tolerar a legião de fanáticos seguidores do clã Bolsonaro e dos demais membros do núcleo crucial da extrema direita pagos pelo próprio povo, para conspirarem contra o Brasil e suas instituições.