Maria José Lourenço, a Zezé, carioca da Vila da Penha, foi estudante de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Aí, iniciou sua militância política contra a ditadura militar instalada no Brasil a partir do golpe de 1964. Junto com cerca de 30 colegas do curso, criaram o jornal alternativo O Sol, que teve sua primeira edição publicada em 21 de setembro de 1967 como encarte cultural do Jornal dos Sports. Dois meses depois do lançamento, passou a circular de forma independente.

O Sol foi uma novidade no Brasil da época. O jornal trazia uma linguagem inovadora, influenciada pelo movimento da contracultura e serviu de inspiração para diversos veículos da imprensa alternativa que surgiram nos anos seguintes, como O Pasquim.

O Sol passou a ser perseguido pela ditadura militar até ser fechado. Zezé também sofreu a repressão política. Anos depois, em 1978, foi presa  junto com os outros militantes da Convergência Socialista, corrente política trotskista que ela ajudou fundar no Brasil. Zezé e os militantes da Convergência Socialista presos pelos ditadores foram homenageados pelo famoso cartunista Henfil, que fez um desenho de cada um deles.

Veja abaixo o desenho de Henfil em homenagem a Zezé:

O Sol circulou entre setembro de 1967 e janeiro de 1968, quando foi fechado pela ditadura. Em pouco tempo de existência, deixou uma marca na luta contra a ditadura e uma forte contribuição à imprensa alternativa brasileira. Como diz Caetano Veloso na música Alegria, alegria: “O Sol nas bancas de revistas/me enche de alegria e preguiça/quem lê tanta notícia”.

Documentário

Em 2016, dirigido por Tetê Moraes, foi lançado o documentário O Sol – Caminhando contra o vento, que conta a história do jornal O Sol.

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Last Update: 26/03/2025