
Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), avaliam que a cassação do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) “não é proporcional”, especialmente quando comparada ao caso de Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, conforme informações do G1. Glauber responde a um processo disciplinar por ter expulsado a chutes um manifestante da Câmara.
Líderes da base governista defendem que o caso seja resolvido na próxima semana, após o feriado da Páscoa, diante do agravamento do estado de saúde do parlamentar, que está em greve de fome há uma semana.
Uma das alternativas em discussão é substituir a cassação aprovada no Conselho de Ética por uma suspensão temporária do mandato. A modificação poderia ser feita diretamente no plenário, com a alteração do relatório apresentado pelo colegiado. A medida manteria uma punição formal, mas sem tornar Glauber inelegível por oito anos, como ocorreria em caso de cassação.
Interlocutores do PSOL reconhecem que o foco agora é evitar a cassação e conseguir apoio para uma suspensão, o que consideram uma saída “menos trágica”. Para isso, o partido articula com líderes do Centrão e outros parlamentares com influência no plenário.
Nos bastidores, o Palácio do Planalto também atua para evitar a cassação, mas de forma discreta. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, escalou líderes do governo e do PT para negociar com outras lideranças da Casa.
Além disso, Glauber tem recebido apoio direto de integrantes do governo federal. Nos últimos dias, sete ministros foram até a Câmara visitá-lo, onde ele tem dormido em um dos plenários. Entre os nomes que o visitaram estão Sidônio Palmeira (Secom), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Márcio Macedo (Secretaria-Geral), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos).

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