
Fuad Noman (PSD), prefeito de Belo Horizonte, morreu nesta quarta-feira (26) aos 77 anos. Ele estava internado desde 3 de janeiro e, na manhã de hoje, não resistiu a uma parada cardiorrespiratória.
Segundo o Hospital Integrado do Câncer da Rede Mater Dei de Saúde, Noman chegou a ser reanimado antes do seu quadro evoluir para um “choque cardiogênico, necessitando de doses de drogas vasoativas e inotrópicas”, causando sua morte.
“O paciente evoluiu com choque cardiogênico, necessitando de doses elevadas de drogas vasoativas e inotrópicas”, informou o documento assinado pelos médicos Enaldo Melo de Lima e Anselmo Dornas Moura, antes da confirmação da morte do prefeito. Noman também desenvolveu insuficiência renal aguda e dependia totalmente de aparelhos para manter suas funções vitais.
A saúde do prefeito vinha se deteriorando desde julho de 2024, quando foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin. Apesar do tratamento, Noman decidiu concorrer à reeleição, sendo reconduzido ao cargo em outubro passado com 53,73% dos votos no segundo turno. Sua posse, em 1º de janeiro, ocorreu de forma remota, com o prefeito visivelmente debilitado e usando máscara de oxigênio.

Quem foi Fuad Noman
Nascido em Belo Horizonte em 30 de junho de 1947, em família de imigrantes sírios, Fuad Noman ingressou no serviço público como funcionário de carreira do Banco Central. Trabalhou no Tesouro Nacional, foi secretário-executivo da Casa Civil da Presidência da República, diretor do Banco do Brasil e presidente da BrasilPrev.
Formado em Ciências Econômicas, participou ativamente do Plano Real como consultor adjunto e ocupou cargos importantes no Banco Central, Tesouro Nacional e Banco do Brasil.
Em Minas Gerais, foi secretário de Fazenda no governo Aécio Neves, quando ganhou notoriedade por seu trabalho na recuperação das finanças estaduais.
Como prefeito, assumiu em março de 2022 após a renúncia de Alexandre Kalil, com quem havia sido eleito vice em 2020. Conhecido por seu visual característico com suspensórios, Noman priorizou obras contra enchentes e a modernização da frota de ônibus da capital mineira. Também foi escritor, tendo publicado os romances “O Amargo e o Doce” (2019) e “Cobiça” (2020).
O corpo do prefeito será velado na Câmara Municipal de Belo Horizonte, com enterro previsto para esta quinta-feira (27). O vice-prefeito, Álvaro Damião (União Brasil), que vinha exercendo interinamente o cargo desde janeiro, assumirá definitivamente a prefeitura.
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