Em encontro no Palácio Imperial em Tóquio, nesta terça (25), presidente destacou potencial de expansão comercial e investimentos estratégicos, acompanhado de empresários e ministros

Após ser recebido pelo Imperador Naruhito e pela Imperatriz Masako no Palácio Imperial, em Tóquio, o presidente Luiz Lula participou, nesta terça-feira (25), de um encontro com empresários brasileiros vinculados à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC). A comitiva e as autoridades locais discutiram a abertura do mercado japonês para o setor.  Após o encontro, os ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Renan Filho (Transportes) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) conversaram com a imprensa.

“Vamos discutir muitos assuntos aqui e espero que a gente consiga convencer o Japão das coisas que o Brasil tem de bom para negociar”, declarou o presidente Lula. “Tenho o interesse de, em todas as viagens que fizer, levar empresários, deputados, gente que possa vender. O presidente, o que ele faz é abrir a porta. Mas quem sabe fazer negócio são vocês, não o presidente  nem o deputado”, destacou Lula aos representantes da ABIEC.

O presidente lembrou que, em 2011, o fluxo comercial entre Brasil e Japão alcançou US$ 17 bilhões, enquanto atualmente gira em torno de US$ 11 bilhões. “Significa que, de pronto, a gente tem US$ 6 bilhões para recuperar nessa visita”, afirmou Lula. “Obviamente que comércio exterior é via de duas mãos. A gente tem que vender e a gente tem que comprar”.

Etanol

Lula reiterou que a missão também visa ampliar as negociações com o Japão em setores estratégicos, como o aeronáutico e o voltado à transição energética. “Nós estamos percebendo o crescimento da transição energética com o hidrogênio verde, com energia limpa, e o Brasil está dando um salto de qualidade na questão do etanol”, observou Lula.

“A gente está pensando em elevar para 30% a mistura, tanto da gasolina quanto do biodiesel, e vamos conversar com o primeiro-ministro (do Japão, Shigeru Ishiba). Se o Japão usar 10% de etanol na gasolina, é um salto extraordinário, não apenas para que a gente exporte, mas para que eles possam produzir no Brasil”, ressaltou o presidente, acrescentando que, nesta quarta-feira (26), haverá um novo encontro com centenas de empresários dos dois países.

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“Não é só que a gente quer vender. Se tiver empresários japoneses que queiram fazer investimento no Brasil, em todas as regiões, eles podem fazer com que a gente mude efetivamente a matriz energética. Acho que o Brasil pode contribuir decisivamente para que o mundo diminua o uso de combustível fóssil e comece a introduzir um comércio mais limpo, para que a gente possa conquistar a credibilidade de ser o país que mais tem uma produção de baixo carbono”, prosseguiu Lula.

Abertura do mercado japonês

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o encontro com a ABIEC teve como meta avançar na abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira. “Nossas indústrias estão aptas a atender às exigências sanitárias e comerciais feitas pelo Japão. O ajuste nos protocolos sanitários de aves e o reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação para mais alguns estados amplia também o mercado de carnes suínas, muito importante, porque o Brasil é competitivo”, declarou Fávaro.

O ministro ainda lembrou que as negociações para exportar carne bovina ao Japão vêm sendo conduzidas há mais de 20 anos. “O último protocolo já está há cinco anos sendo debatido. A gente vai trabalhar para que caminhe agora para a finalização e abertura deste mercado importante. Isso vai garantir mais competitividade aos nossos empresários e fazer com que a carne brasileira ganhe espaço no mundo e seja mais competitiva no mercado interno”, concluiu o ministro.

Do Site do Planalto, com Redação

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Last Update: 26/03/2025