Pela primeira vez em uma década, nenhum CEO de empresa de capital aberto recebeu mais de US$ 100 milhões em 2023, segundo o Wall Street Journal. Isso sinaliza um enfraquecimento dos pacotes “moonshot” — bônus agressivos atrelados ao desempenho que, somados ao salário, antes garantiam cifras multimilionárias. A tendência de retração pode marcar uma mudança no modelo de remuneração executiva nos EUA. O maior salário registrado entre as 500 maiores empresas americanas (S&P 500) foi o de Brian Niccol, CEO da Starbucks, com US$ 95,8 milhões. No Brasil, o destaque é Milton Maluhy Filho (foto/reprodução internet), CEO do Itaú, que lidera o ranking com R$ 67,7 milhões anuais, o que equivale a cerca de R$ 5,6 milhões por mês. A comparação evidencia a disparidade, mas também o início de uma possível reavaliação global sobre quanto vale liderar uma grande empresa.
