A senadora Teresa Leitão (PT-PE) assumiu neste mês a presidência de uma das comissões mais importantes do Senado: a de educação e cultura. Em um governo que tem a missão de reconstruir a educação após anos de desmonte, desde o golpe perpetrado contra a companheira Dilma Rousseff, contar com lideranças comprometidas com a pauta é essencial na edificação da educação no Brasil.
A senadora, que já foi professora, afirma que assumir a presidência da CE tem uma grande importância para ela: “É um significado simbólico sem tamanho para mim, porque quem é professor e militante, como eu, sabe que a sala de aula se expande para a sociedade e para os outros ambientes”, contou Teresa.
“E estar na Comissão de Educação no Senado, que dentro do Parlamento é chamada Casa Alta, é a gente valorizar também esse espaço institucional, é a relação do espaço institucional com a sala de aula. Isso me traz muito boas lembranças e me responsabiliza muito para que esse espaço institucional retorne para a sala de aula”, relatou a parlamentar.
Questionada sobre o que se pode esperar da sua atuação na Comissão, a companheira pernambucana revelou que pretende seguir algumas experiências que teve quando presidiu por mais de uma vez a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
“Mesmo sendo uma outra instância, algumas coisas são universais”, ressaltou. “Primeiro, tratar a educação como uma política de Estado. Tratar a educação como uma política que exige um diálogo grande com a sociedade e com as instituições representativas da área, como acadêmicas, científicas, culturais, sindicais e governamentais. Isso a gente já praticou ano passado na Subcomissão do Ensino Médio. Eu acho que isso dá uma dinâmica interessante na Comissão, ter um cuidado para ter um ambiente de diálogo interno, também entre as diferentes concepções que existem no Senado e, evidentemente, vão existir também nas comissões”, explicou.
Segundo o PT Senado, a senadora apontou que o colegiado terá a missão de debater, neste ano, políticas públicas permanentes, como os planos nacionais de Educação (PNE) e de Cultura (PNC).
“São legislações que chegam a esta Casa com uma importante carga de legitimidade, já que são frutos de conferências nacionais. São temas que devem mobilizar todo o país, já que são ansiados pela sociedade”, disse.
Além disso, ela revelou quais projetos e políticas públicas, acredita que devem ser votados na CE. De acordo com a parlamentar, o governo federal já encaminhou, inclusive, um projeto chamado Carteira do Professor, há também o Plano Nacional de Educação já encaminhado, que vai tramitar inicialmente na Câmara, e é o projeto de lei de maior alcance deste ano para ser votado no Senado.
“A questão do programa Pé-de-Meia, que vão ser feitos alguns ajustes de implementação, é uma política muito audaciosa e muito importante, e as políticas da primeira infância. Acho que o governo vai se debruçar sobre isso, assim como a expansão das escolas de tempo integral e dos institutos federais de educação. Há uma demanda pela formação e regulação de algum setor do ensino superior que também devem vir à tona para posicionamento do Senado”, revelou a senadora.
Da Redação do Elas por Elas