Marcos do Val. Foto: Divulgação

O senador bolsonarista Marcos do Val (Podemos-ES) provocou polêmica ao defender que tropas norte-americanas invadam o Brasil para “recuperar a democracia”. Suas declarações visam criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre o plano golpista na Corte.

Em um vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais, Marcos do Val declarou: “Pedir pelo amor de Deus que os EUA invadam o Brasil para recuperar a nossa democracia. O que vamos fazer? Alexandre (de Moraes) está rindo”.

Essa afirmação foi feita em um momento de crescente tensão, com Jair Bolsonaro (PL) e mais de 33 pessoas denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na investigação do plano golpista, que está sendo analisada pelo STF e pode resultar na prisão de figuras da extrema-direita.

As provocações de Marcos do Val a Moraes e à soberania nacional refletem um contexto mais amplo de articulações entre bolsonaristas e os EUA. Críticas ao Judiciário, uma estratégia impulsionada pelo norte-americano Steve Bannon, têm sido uma tática utilizada por líderes de direita para ganhar poder em diferentes países, incluindo os Estados Unidos.

Bannon, estrategista do ex-presidente Donald Trump, se encontrou recentemente com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o aconselhou a questionar os resultados das eleições brasileiras. Em janeiro de 2021, apoiadores de Trump invadiram o Legislativo americano, alegando fraudes nas eleições, um cenário que ecoa a narrativa promovida por Jair Bolsonaro durante seu governo.

Bolsonaro, que tentou desacreditar o Judiciário, defendeu a participação das Forças Armadas na apuração do resultado eleitoral em 2022. Em novembro de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou o PL em R$ 22,9 milhões após o partido levantar questões sobre a segurança das urnas eletrônicas.

Em janeiro de 2023, bolsonaristas realizaram atos golpistas, invadindo a Praça dos Três Poderes em Brasília (DF), resultando em mais de 370 condenações pelo STF. Novos julgamentos estão previstos. Além disso, o TSE tornou Bolsonaro inelegível em 2023 por suas declarações golpistas, nas quais afirmava a embaixadores que o sistema eleitoral brasileiro era inseguro.

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Last Update: 25/02/2025