O presidente Lula (PT) confirmou, nesta terça-feira 25, que Alexandre Padilha será o novo ministro da Saúde de seu governo. Ele substituirá Nísia Trindade, demitida da pasta após mais de dois anos, marcando a oitava troca ministerial anunciada pelo presidente em seu terceiro mandato.
Padilha é médico por formação e se tornou deputado federal por São Paulo em 2019, cargo para o qual foi reeleito em 2022, mas se licenciou para se tornar o ministro das Relações Institucionais do governo Lula, em 2023. Ele era, até aqui, o responsável pela articulação política da atual gestão com o Congresso Nacional.
Ele já havia ocupado o posto de articulador de Lula em 2009, durante o segundo mandato do petista. Na ocasião, foi levado à Esplanada após participar da coordenação nacional da campanha de Lula nos anos 1990.
Sua participação no governo foi mantida com a chegada de Dilma Rousseff ao Planalto. No governo da petista, porém, ele recebeu o cargo de Ministro da Saúde, posto que voltará a ocupar a partir do dia 6 de março, quando tomará posse. Foi ele o responsável pela implementação das principais marcas de Dilma na saúde: o programa Mais Médicos e a ampliação dos atendimentos da Farmácia Popular.
O Mais Médicos, lançado em 2013 por Padilha, foi o responsável por levar doutores a regiões isoladas e carentes de atendimentos. O programa também ficou conhecido amplamente pela presença de cubanos, que passaram a atuar no Brasil após passarem por uma validação de diplomas.
A parceria foi duramente questionada pela oposição e pela extrema-direita, mas comprovadamente deu novo gás ao programa, que cumpriu com o objetivo de ampliar a presença do SUS nos rincões brasileiros.
No Ministério da Saúde, Padilha também foi responsável por ampliar o número de atendidos pela Farmácia Popular, feito que o governo Lula III tenta repetir em 2025, conforme indicou o próprio presidente em pronunciamento de rádio e TV exibido na noite desta segunda-feira 24.
Além de ministro, Padilha já atuou em cargos na Organização Mundial da Saúde (OMS) no início dos anos 2000 e também na Funasa, onde foi diretor de saúde indígena.
Na política, o novo ministro da Saúde já se aventurou na disputa pelo governo de São Paulo em 2014, mas acabou derrotado por Geraldo Alckmin, então membro do PSDB, que atualmente é o vice-presidente e integra as fileiras do PSB.
Após a derrota, o médico foi escolhido pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, hoje ministro da Fazenda, para comandar a Secretaria Municipal de Saúde. Nas eleições como deputado, recebeu pouco mais de 87 mil votos em 2019 e mais de 140 mil votos na disputa de 2022.