
Um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu centenas de pessoas diante do Portão de Brandemburgo, em Berlim, neste sábado (17). Policiais que acompanharam a manifestação estimaram, de forma não oficial, um público entre 300 e 500 participantes.
Uma chuva fina e a temperatura de 10°C não esvaziaram a concentração na Pariser Platz, praça ao lado do monumento. O público levou charanga, bateria, roda de capoeira, bandeiras partidárias e cartazes contra a família Bolsonaro.
Uma roda de samba no centro da praça entoou “Nem filho, nem pai, Bolsonaro nunca mais”. Manifestantes também dirigiram gritos e xingamentos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja embaixada fica a poucos metros do local.
A brasileira Nina Cavalcanti, que vive há 12 anos na capital alemã, exibiu uma faixa com as frases “A Amazônia não está à venda” e “A Meta está interferindo nas eleições brasileiras”. “Olhando de fora, fica ainda mais claro que o antagonista não é apenas a família Bolsonaro, a extrema direita brasileira, mas também o tecnofascismo global”, afirmou.
Manifestação na Alemanha a favor do Lula! https://t.co/nGtMBGuaR0
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) October 17, 2026
Berlim tem cerca de 10 mil eleitores brasileiros registrados e deu 83% dos votos a Lula no primeiro turno. A mobilização reuniu bandeiras, bonés e cartazes do PT, da Unidade Popular, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de outros movimentos sociais.
Com uma caixa de som, organizadores orientaram os participantes sobre formas de ampliar a visibilidade internacional da campanha de Lula. O equipamento não conseguiu superar o barulho da multidão reunida no centro da praça.
Turistas brasileiros que passavam pelo local se aproximaram do protesto ou demonstraram surpresa com a manifestação. Uma jovem que saía do metrô com um grupo de adolescentes associou inicialmente as camisas da seleção brasileira a um ato em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL), e não ao petista.
O artista Caíque Tizzi, morador de Berlim há 17 anos, distribuiu panfletos de uma feijoada destinada a arrecadar recursos para entidades voltadas à educação democrática no Brasil. “A gente não pode perder essa eleição de jeito nenhum”, disse, ao citar a política de Trump contra imigrantes como motivo de preocupação.