
O empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, publicou neste sábado (17) uma imagem de um helicóptero adesivado em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Na legenda, escreveu: “Partiu Bloquinho 22”. Com informações da Folha de S. Paulo.
A postagem indicou Teresina (PI) como localização e recebeu a marcação do Instagram de uso de inteligência artificial. Fernandin afirmou que participou de um dos “bloquinhos”, nome adotado por Flávio para atos de campanha de rua, em sua cidade.
Fernandin é dono de empresas de apostas online que oferecem jogos como o Fortune Tiger, conhecido como jogo do tigrinho. O empresário disse que seu posicionamento político não se relaciona com seus negócios no setor.
“Atuo em diferentes setores da economia brasileira e entendo que o direito de expressar uma preferência política não deve ser confundido com interesses comerciais”, afirmou. Ele também declarou que não conhece Flávio e que seu apoio não depende de discussões sobre o fim das bets.

Em setembro, o presidente Lula (PT) editou uma medida provisória que proibiu as bets no Brasil. A decisão passou a valer imediatamente, mas o Congresso precisa aprovar ou rejeitar a medida até o começo do próximo ano.
Flávio Bolsonaro ainda não definiu publicamente se apoia o fim das apostas. Na semana passada, ele evitou responder o que faria caso seja eleito e defendeu uma distinção entre apostas esportivas e cassinos online.
No sábado, o senador promoveu atos de campanha em Vitória (ES) e Salvador (BA), além da mobilização relatada por Fernandin em Teresina. O empresário disse que deseja “o bem” para seus filhos, netos e para a população brasileira, “independentemente de qualquer coisa”.
Em 2025, a CPI das Bets pediu o indiciamento de Fernandin por suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa, mas o Senado rejeitou o relatório final. Amigo do senador Ciro Nogueira (PP-PI), ele também esteve em um voo particular que levou Ciro e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de São Martinho a São Paulo; Alexandre de Moraes arquivou o pedido de investigação sobre cinco bagagens que não passaram por raio-X no desembarque.