
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que esperava reunir ao menos outros 10 ou 12 votos contra a PEC que acaba com a escala 6×1, mas terminou como o único parlamentar a rejeitar o texto nos dois turnos de votação no Senado. Com informações do UOL.
O plenário aprovou a proposta na quarta-feira (14) por 75 votos a 1. O Senado tem 81 integrantes, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não participa das votações regulares.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, Mourão disse que alguns senadores já haviam assumido compromisso de apoiar a medida, mas avaliou que outros poderiam ter votado contra o texto. “Eu tinha a esperança de que, pelo menos uns 10, 12, estivessem comigo nessa votação”, declarou.
A PEC reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de folga e proíbe a redução salarial. O texto prevê um período de transição de 14 meses após a promulgação.
O Republicanos orientou sua bancada a votar favoravelmente à proposta, mas Mourão contrariou a liderança partidária. O senador sustentou que manteve uma posição que já havia apresentado antes da votação em plenário.
Apesar do isolamento no Senado, ele disse ter recebido manifestações de apoio por telefone e nas ruas. “Eu cumpri a minha tarefa como senador do Rio Grande do Sul. O nosso estado é altivo. Ele não afrouxa”, afirmou.
O senador Sergio Moro (PL-PR) não participou da votação. Em publicação nas redes sociais, ele declarou que se absteve por defender uma discussão “com amplitude, profundidade e diálogo” sobre a mudança nas regras trabalhistas.
Marcio Bittar (PL-AC), que também não votou, afirmou no Instagram que a proposta avançou com apoio de Flávio Bolsonaro (PL). Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, também não participou da sessão e não havia se manifestado publicamente sobre o tema.