Janaína Paschoal, articuladora do golpe contra Dilma, cobra eleitores por derrota nas urnas

Janaína Paschoal
Janaína Paschoal. Foto: Reprodução

A vereadora Janaína Paschoal (PP-SP) usou a tribuna da Câmara Municipal de São Paulo para perguntar aos eleitores por que não recebeu votos suficientes para conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados. “Por que eu não recebi seu voto?”, questionou.

A advogada, que assinou um dos pedidos golpistas de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), recebeu 46,7 mil votos na disputa. O resultado a deixou como segunda suplente entre os candidatos do Progressistas para a próxima legislatura.

O PP apostava em Janaína como puxadora de votos. A votação dela ficou abaixo dos 48.893 votos que obteve em 2022, quando venceu a eleição para vereadora na capital paulista.

Ao pedir retorno aos eleitores, Janaína levantou duas hipóteses: uma avaliação negativa sobre seu mandato ou falhas na comunicação de seu trabalho. Ela afirmou que atua com atenção aos gastos públicos, direciona emendas a instituições que considera sérias e estuda os projetos em debate.

“Será que esse trabalho está sendo visto? Ou, se está sendo visto, e não é valorizado? Ou as pessoas entendem que esse perfil não é interessante nesse momento histórico na Câmara Federal?”, disse a vereadora.

Federação entre PP e União Brasil elegeu cinco deputados

O Progressistas formou federação com o União Brasil neste ano. A União Progressista conquistou cinco cadeiras: Sargento Nantes, Maurício Neves e Coronel Telhada, pelo PP; Sirlange Manga e Milton Leite Filho, pelo União Brasil.

Sirlange Manga é esposa do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, enquanto Milton Leite Filho é filho do político paulistano Milton Leite. Janaína ficou atrás dos nomes eleitos pela federação e não garantiu uma das vagas diretas.

Em 2022, o PP elegeu quatro deputados federais por São Paulo, e o União Brasil conquistou seis cadeiras no estado. Somadas, as bancadas dos dois partidos chegariam a dez parlamentares naquele pleito.

A próxima composição da Câmara deve registrar avanço do PL e redução mais forte entre partidos de centro-direita e direita, grupo em que se encontra o PP. Janaína precisará de uma vacância entre os eleitos pela legenda para assumir o mandato como segunda suplente.

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