O candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), subiu no salto alto e no clima de já ganhou diz que quer mudar a Constituição para realizar “reformas”. Desse modo, o filho 01 de Jair Bolsonaro não esconde suas pretensões autoritárias que estão no DNA da família.
“Você acha que o Brasil está numa democracia plena hoje? Reflita. O Brasil está numa democracia plena? Eu vou chegar lá”, diz. Em seguida diz que será o “fim da era Lula”: “A gente vai ficar por décadas sem falar de Lula”.
Para a líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Jandira Feghali (RJ), a pretensão dele é encerrar uma era democrática para começar décadas de ditadura.
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“O pai dele não dizia que a ditadura no Brasil matou pouca gente? Parece que ele quer uma oportunidade para fazer a vontade do pai”, diz a líder.
Na avaliação da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), Flávio não está deixando nas entrelinhas.
“Não está disfarçando. Está falando com todas as letras: quer mudar a Constituição brasileira. E isso deveria acender um alerta máximo. Estamos diante de uma ofensiva muito grave, que pode colocar em risco direitos, garantias e o próprio equilíbrio entre os poderes”, alerta a parlamentar.
Diante disso, Daiana diz que a reeleição de Lula é uma forma de garantir a continuidade democrática e proteger as instituições.
“O que está em jogo é muito maior do que uma eleição. É o nosso país, os nossos direitos e o futuro da nossa democracia”, observa.
Segundo o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), o candidato nem esperou baixar a poeira do primeiro turno e já apresentou sua intenção golpista.
“Afirmou com todas as letras que, se eleito, aproveitará a maioria congressual para mudar a Constituição. Fica evidente que deseja impor uma tirania familiar no poder. Lula é a resistência democrática!”, diz.
Histórico golpista
Para quem tem o pai condenado por golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada, o candidato investigado por envolvimento no escândalo do Banco Master, diz ter dúvida da existência de uma “democracia plena” no Brasil.
Aliás, o flerte com a ditadura sempre esteve presente na família. Por exemplo, na votação do golpe parlamentar contra Dilma Rousseff em 2016, o pai dedicou seu voto à memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos maiores torturadores da ditadura militar.