A medida de Lula que aliados agora veem como possível erro eleitoral

Lula
O presidente Lula (PT) na primeira reunião de campanha após o primeiro turno. Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que a medida provisória que proibiu as bets, anunciada perto da eleição, pode ter sido um erro eleitoral. A discussão ocorreu durante uma reunião com aliados nesta segunda-feira (5), em Brasília, segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo. O encontro também definiu prioridades para enfrentar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

A reportagem informa que o governo ainda não havia encomendado uma pesquisa para medir o impacto da decisão sobre os eleitores. A percepção de integrantes da campanha é que influenciadores ligados às casas de apostas tiveram papel importante na redução do apoio à medida. Essa avaliação não comprova que a proibição tenha provocado perda de votos para Lula.

O presidente anunciou o fim das bets depois de levantamentos indicarem apoio majoritário à proibição diante do endividamento da população. A medida também enfrentou resistência das próprias operadoras: entidades do setor recorreram ao Supremo Tribunal Federal para tentar suspender a MP, alegando que a mudança contrariava o modelo de autorizações criado pelo governo.

bets São Paulo Santos
Foi exibido mensagens contra a proibição das bets durante o clássico São Paulo e Santos. Foto: Reprodução

Na reunião, aliados defenderam intensificar a mobilização nos estados, inclusive naqueles em que a eleição para governador já terminou no primeiro turno. Governadores do Nordeste presentes no encontro se comprometeram a trabalhar pelo aumento da votação do presidente na próxima etapa.

Parte da campanha considera que Lula ainda tem espaço para crescer, enquanto Flávio Bolsonaro teria alcançado seu teto de apoio. Trata-se de uma avaliação dos aliados, não de uma conclusão demonstrada por pesquisa apresentada na reportagem. A estratégia discutida combina a mobilização das bases estaduais com ataques ao histórico do adversário para tentar desgastá-lo nas próximas semanas.

Artigo Anterior

VÍDEOS: Estudantes da UFF vão às ruas em Niterói por Lula e contra Flávio Bolsonaro

Próximo Artigo

Amazônia, comércio e democracia: europeus veem riscos em eventual governo Flávio

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!