
Daniel Maradei Gonzalez é filho de um dos sócios da Fram Capital da Faria Lima, Henry Gonzalez. Foi coordenador da Secretaria Social do Santos e demitido pelo time de futebol após um post homofóbico.
Em 28 de julho de 2024, Gonzalez respondeu que “gosta de futebol feminino” em publicação de outra pessoa que dizia: “como saber se seu amigo é LGBTQIAPN+”. Ele incluiu o futebol feminino em lista que ainda tinha “é a favor da ‘PEC das fake news’, usa a palavra fascista a cada 30 segundos e vê Globo”.
Após a publicação viralizar, Gonzalez disse que é perseguido. “Vamos falar a verdade: eu sou perseguido por essa turma que pede a minha demissão do Santos F.C desde o meu dia 1 no clube porque ousei pensar diferente deles em temas ‘estratégicos’: aborto, direitos humanos p/ bandidos, drogas, família, ideologia de gênero e religião. Na cabeça deles é inadmissível um funcionário – cristão e mulato – ter a sua própria forma de pensar”, afirmou.
Daniel Gonzalez é amigo de Flávio Bolsonaro e postou em 3 de outubro deste ano no Instagram: “Não é mais questão de gostar ou não do Flávio Bolsonaro. É questão de sobrevivência de país. De um futuro minimamente decente para nossos filhos e netos com Deus e família no centro da vida; com respeito ao direito de propriedade, com penas duras para bandidos, com menos impostos e com mais valores cristãos”.
“Amanhã é o que separa o Brasil de virar uma Venezuela. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”, completou.
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Flávio Bolsonaro mencionou o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como referência para suas políticas de segurança pública caso venha a se eleger durante um almoço com empresários.
O almoço para estreitar relações com o mercado financeiro naquele dia contou também com a presença de Daniela Marques (Legend, que depois seria o nome de Flávio para a Fazenda), Davide Marcovitch (LVMH), Daniel Mendez (Sapore), Luiz Messici (BMC), Mia Stark (Gazit Brasil), Ricardo Campos (Reach Capital) e Daniel Gonzalez (Fram Capital). Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia e ex-assessor especial de Assuntos Econômicos na gestão Guedes, também participou do mesmo encontro.
Um vídeo a que o DCM teve acesso exclusivo mostra Daniel Gonzalez na cidade de Fez, no Marrocos.
— Pedro Zambarda (@pedrosolidus) October 5, 2026
Lá, ele diz o seguinte: “Vocês estão vendo aqui ao fundo, neste mercado em Fez, no Marrocos, cintos de ouro! Aqui ainda é uma cidade conservadora. É tradicional, graças a Deus!”.
“Para um homem pedir uma mulher em casamento, é necessário que ele presenteie ela e os familiares dela, provando o seu valor. Um sociedade de dotes que, tomara Deus, o Brasil volte a ser assim. Minha filha pode ter certeza que será assim. Eu vou escolher o marido”, declara.
“Claro que ela tem que gostar do cara. Mas eu que vou dar a palavra final. Preciso aprovar e abençoar. Precisamos ver o que ele tem a oferecer. Precisa ser crente, de extrema direita, querer ter muitos filhos e ter uma condição boa. Tudo isso como é aqui. Para que um dia o Brasil possa restaurar valores tradicionais. É isso que nós desejamos”.
Dote é uma tradição que remonta à antiguidade, envolvendo um pagamento para os homens em nome de uma “proteção” financeira da mulher ao casar.
Ao lado de João Belucci, Daniel Maradei Gonzalez é dono do perfil no X chamado Dama de Ferro. Com avatar da falecida premiê britânica Margareth Thatcher, ele tem mais de um milhão de seguidores para atacar o “lulo psolismo”.
Faz memes e divulga nomes como Eduarda Campopiano, ex-vereadora eleita deputada estadual do PL com 1.956.238 votos, a segunda maior votação para o legislativo paulista em toda a história da Alesp.