É o começo do fim da alma da velha Arena. Por Moisés Mendes

Zucco e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

As siglas continuarão existindo, mas os partidos da velha direita gaúcha foram comidos com farinha de mandioca pelo bolsonarismo. O PL elegeu o governador e a maior bancada na Assembleia, com 12 deputados.

Os partidos que deram suporte ao bolsonarismo, em especial o PP, passam a ser ajudantes subalternos, sem vida própria. A velha direita, que detém pelo menos metade das prefeituras do Estado, com PP, PSD, União Brasil, Republicanos e até parte do MDB, sai subjugada não só no Rio Grande do Sul, mas em todo o Brasil.

Ciro Nogueira, presidente do PP, e Flávio Bolsonaro. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Ah, dirão, mas venceram com o bolsonarismo. São da turma deles, mas perderam identidade e autonomia. O centrão sai abalado no país todo. Nas próximas eleições municipais, o que resta do que já chamaram de direita profissional ou adere à extrema direita ou será devorado pelos que se apresentarem em nome do bolsonarismo.

O velho PP, que já teve outros nomes e tem raízes na ditadura, o partido mais forte territorialmente do Estado, que elegeu 142 prefeitos em 2024 e agora se aliou formalmente ao bolsonarismo com a vice Silvana Covatti, vai virar auxiliar do PL de Zucco.

O mesmo PL que até ser sequestrado por Bolsonaro também foi da antiga direita e hoje é a expressão da extrema direita. É o começo do fim do que restava da alma da velha Arena.

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