Cid Gomes se reelege senador no Ceará após ruptura política com Ciro

Cid Gomes
Cid Gomes. Foto: Reprodução

Cid Gomes (PSB) se reelegeu senador pelo Ceará neste domingo (04), com 31,16% dos votos, e garantiu mais oito anos de mandato. O resultado ocorre quatro anos após o rompimento político com o irmão Ciro Gomes (PSDB), que concorreu ao governo estadual.

Senador desde 2019 e ex-ministro, Cid chegou à eleição como favorito nas pesquisas. Sua candidatura recebeu apoio do PT, que também sustentou a campanha de Elmano de Freitas pela reeleição ao governo cearense.

O afastamento entre os irmãos Ferreira Gomes começou na eleição de 2022, quando ambos ainda integravam o PDT e defenderam nomes diferentes para disputar o Palácio da Abolição. Cid apoiou a então governadora Izolda Cela, enquanto Ciro ficou ao lado do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio.

Izolda sinalizava apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputava o Planalto naquele ano. Roberto Cláudio, então no PDT e hoje no União Brasil, foi escolhido pelo partido para a candidatura ao governo, decisão que levou o PT a romper uma aliança de 16 anos com a sigla no Ceará.

Racha de 2022 levou irmãos a partidos e alianças diferentes

Após o PDT optar por Roberto Cláudio, o PT lançou Elmano de Freitas ao governo estadual. Elmano venceu a disputa de 2022 com 54,02% dos votos e, quatro anos depois, conquistou a reeleição em uma corrida que teve Ciro como adversário.

Ciro Gomes disputou o governo do Ceará tendo Roberto Cláudio como candidato a vice-governador. A composição repetiu a aliança formada pelos dois desde a crise interna do PDT na eleição anterior.

Racha no Ceará teve Ciro Gomes isolado e Cid escondido - 21/09/2023 - Poder - Folha
Ciro e Cid Gomes. Imagem: reprodução

Os irmãos também seguiram caminhos partidários distintos. Cid deixou o PDT e se filiou ao PSB em novembro de 2023, enquanto Ciro migrou para o PSDB em outubro do ano passado.

Nesta eleição, Ciro teve o apoio do diretório cearense do PL e integrou uma chapa que lançou Capitão Wagner (União Brasil) ao Senado. A outra vaga cearense na Casa ficou com Luizianne Lins.

Artigo Anterior

“Eleição histórica contra o comunista”: Milei puxa saco de Flávio Bolsonaro após 1° turno

Próximo Artigo

Elmano vence o bolsonarismo de Ciro Gomes no primeiro turno

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!