
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sofreram derrotas políticas nos estados neste domingo (04), com a perda de aliados em disputas na Paraíba e no Amapá. Os resultados atingem os dois chefes do Congresso apesar de sua influência sobre emendas parlamentares, cargos federais e a pauta legislativa.
Na Paraíba, o ex-prefeito Nabor Wanderley (Republicanos), pai de Motta, ficou fora do Senado. Com 99,14% das urnas apuradas, o governador João Azevêdo (PSB) liderava a disputa com 32,52%, seguido pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), candidato à reeleição, com 22,71%. Wanderley somava 20,90%.
Motta havia sido cotado inicialmente para concorrer ao Senado, mas assumiu a presidência da Câmara após a disputa sucessória de Arthur Lira em 2024. A mudança abriu espaço para a candidatura do pai. Nabor não recebeu apoio formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apoiou Azevêdo e Veneziano no estado.
A falta de apoio do Planalto provocou queixas de Motta a aliados. O presidente da Câmara e Veneziano também trocaram críticas públicas durante a campanha, enquanto Motta passou a defender abertamente a reeleição de Lula e participou de atos do petista na Paraíba.
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Grupo de Alcolumbre perde governo e vaga no Senado no Amapá
No Amapá, o governador Clécio Luís (União Brasil), aliado de Alcolumbre, perdeu a reeleição no primeiro turno para o ex-prefeito Dr. Furlan (PSD). Com 92,79% das urnas apuradas, Furlan tinha 62,25% dos votos, ante 37,47% de Clécio.
O senador Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso e integrante da chapa de Clécio, também não conseguiu se reeleger. Na disputa pelas vagas do Senado, Rayssa Furlan (Podemos), mulher do governador eleito, registrava 29,69%, enquanto Lucas Barreto (PSD) tinha 24,06%; Randolfe aparecia com 18,79%.
Alcolumbre não disputou eleição neste ano porque está na metade de seu mandato, mas trabalhava pela vitória do grupo local de olho na eleição de 2030. Em nota após o resultado, ele afirmou receber a decisão das urnas “com respeito” e declarou que continuará defendendo o Amapá.
As derrotas ocorrem antes da eleição das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, marcada para fevereiro de 2027, quando Motta e Alcolumbre pretendem buscar novos mandatos no comando das Casas. Às vésperas do primeiro turno, Alcolumbre anunciou que o Senado votará na semana seguinte a PEC que propõe o fim da jornada de trabalho 6×1.