Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito governador da Bahia neste domingo (4), consolidando a continuidade do projeto político no estado. Com 97,73% das seções apuradas, ele tinha 55,53% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra 43,98% de ACM Neto (União Brasil).
Na apuração apresentada, Jerônimo soma 4.499.198 votos, ou 55,37%, enquanto ACM Neto registra 3.563.674 votos, equivalente a 44,15%. O vice-governador eleito é Geraldo Júnior (MDB).
A eleição repetiu o confronto de 2022, quando Jerônimo também derrotou ACM Neto no segundo turno. Naquela ocasião, o petista recebeu 52,54% dos votos válidos, contra 47,46% do adversário.
Bahia reforça alinhamento com Lula
A vitória de Jerônimo ocorre em uma eleição marcada pela associação entre sua candidatura e a de Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia ganhou força na reta final da disputa.
A votação presidencial também evidenciou a força do campo progressista no estado. Lula obteve 5.521.691 votos, 65,97%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou 2.401.471 votos, 28,69%.
O resultado estabelece uma diferença ainda maior entre Lula e seu adversário nacional do que aquela registrada na disputa pelo governo estadual, indicando a força da esquerda na Bahia.
Rui Costa e Jaques Wagner mantêm protagonismo
A força eleitoral da esquerda na Bahia também aparece na disputa para o Senado. Rui Costa foi eleito senador com 4.231.511 votos (29,96%), enquanto Jaques Wagner obteve 3.808.901 votos (27,53%).
O resultado mantém no Congresso duas das principais lideranças responsáveis pela construção do projeto político progressista no estado.
Rui Costa foi governador da Bahia antes de Jerônimo e atualmente integra o governo Lula. Jaques Wagner foi governador entre 2007 e 2014 e posteriormente exerceu mandato de senador.