
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) venceu a eleição para o governo de Minas Gerais no primeiro turno, projetou o Datafolha neste domingo (4). Com 41,54% das urnas apuradas, ele somava 53,18% dos votos válidos, resultado que impediria a realização de um segundo turno no estado. Com informações de Folha de S.Paulo.
O deputado federal Patrus Ananias (PT) aparecia na segunda posição, com 26,56% dos votos válidos. O petista entrou na disputa após o PT enfrentar recusas e dificuldades para formar um palanque competitivo em Minas.
Cleitinho liderou as pesquisas desde a pré-campanha, mesmo com a indefinição sobre sua candidatura. No início de agosto, ele divulgou um vídeo para dizer que não concorreria, citando o luto pela morte do irmão, mas retomou o projeto no dia seguinte.
O Republicanos oficializou a chapa no prazo final da Justiça Eleitoral. Durante a campanha, o senador concentrou compromissos no interior mineiro e ampliou sua presença digital com lives e vídeos nas redes sociais.

Campanha teve apoio a Flávio Bolsonaro e discurso contra polarização
Embora não tenha integrado formalmente o palanque de Flávio Bolsonaro (PL) em Minas —o PL lançou o empresário Flávio Roscoe ao governo estadual—, Cleitinho declarou apoio ao presidenciável em mais de uma ocasião. Nos debates, ele adotou um discurso de conciliação e afirmou: “Eu sou de direita, mas meu coração é para todos”.
Natural de Divinópolis, Cleitinho foi eleito senador em 2022 com 41,52% dos votos válidos. Antes de entrar na política, trabalhou como verdureiro e músico, trajetória que explorou na campanha com visitas a cidades do interior e à Ceasa Minas, em Belo Horizonte.
O senador associou sua candidatura ao lema de “menos Estado e mais povo” e apresentou sua origem no comércio de hortifrúti como parte da própria narrativa eleitoral. Ele disse que começou a trabalhar na Ceasa ao lado do pai e dos irmãos.
Patrus destacou na disputa sua passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte, na década de 1990, e pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no primeiro mandato do presidente Lula (PT). Também concorreram Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Ben Mendes (Missão), Rafael Duda (PSTU), Henrique Áreas (PCO) e Indira Xavier (UP).