Gleisi Hoffmann não se elege ao Senado pelo Paraná

Gleisi Hoffman. Imagem: reprodução

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) não conseguiu se eleger senadora pelo Paraná neste domingo (04). Com 95,6% das urnas apuradas, ela somava 1.464.920 votos, enquanto Felipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) conquistaram as duas vagas em disputa.

Ex-presidente nacional do PT e ex-ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi deixou o cargo em abril para concorrer ao Senado. A pasta coordena a articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso.

Advogada e natural de Curitiba, ela já havia ocupado uma cadeira no Senado entre 2011 e 2018. Em 2010, tornou-se a primeira mulher eleita senadora pelo Paraná, depois de atuar como diretora financeira da Itaipu Binacional no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Gleisi comandou a Casa Civil entre 2011 e 2014, no primeiro governo de Dilma Rousseff. Ela voltou à Câmara dos Deputados em 2018 e conquistou a reeleição em 2022 como a segunda candidata mais votada do estado.

Trajetória de Gleisi no PT e nos governos petistas

Na disputa presidencial de 2022, a deputada exerceu a coordenação-geral da campanha de Lula. Antes de integrar o governo federal em 2025, ela também presidia nacionalmente o Partido dos Trabalhadores.

A saída da Secretaria de Relações Institucionais ocorreu dentro do prazo de desincompatibilização exigido para a campanha eleitoral. A candidatura buscava levar novamente ao Senado uma das principais dirigentes petistas do Paraná.

Esperança do PT, Gleisi Hoffmann perde eleição para o Senado pelo Paraná
Lula e Gleisi. Imagem: reprodução

Em um desdobramento da Lava-Jato, Gleisi enfrentou acusação de corrupção e lavagem de dinheiro ligada a supostos recursos desviados da Petrobras para sua campanha ao Senado em 2010. O Supremo Tribunal Federal a absolveu em 2018 por falta de provas.

Após a decisão do STF, Gleisi afirmou que a absolvição teve relevância para o “restabelecimento do Estado Democrático de Direito no Brasil” e disse que o combate à corrupção não pode “ser objeto ou desculpa para a perseguição política”.

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