João Moreira Salles questiona aproximação da elite com o fascismo bolsonarista

João Moreira Salles
João Moreira Salles. Foto: Reprodução

O fundador da revista Piauí, João Moreira Salles, relacionou empresários brasileiros a jantares com o senador Flávio Bolsonaro em um artigo que discute a aproximação de setores da elite econômica com o bolsonarismo. O texto, intitulado “O que esses brasileiros sabem”, examina a atuação política desse grupo diante da possível candidatura do filho de Jair Bolsonaro. Com informações do Radar Democrático.

Salles, herdeiro da fortuna de Walter Moreira Salles, apresenta os encontros como parte de uma articulação que une interesses empresariais e o projeto político da família Bolsonaro. O autor afirma que parte dos convidados pode apoiar Flávio Bolsonaro.

Entre os nomes citados estão Flávio Rocha, da Riachuelo; Marcelo Kayath, do mercado financeiro; André Esteves, do setor bancário; e Eduardo Bartolomeo, ligado à mineração. O artigo também menciona Eduardo Fischer, David Feffer, Roberto Campos Neto e Fernando Marques.

A relação inclui ainda Rubens Ometto, Emmanuel Hermann, Paulo Skaf, Luiz Carlos Trabuco, Fábio Barbosa, Alexandre Ostrowiecki, Mario Araripe e Milton Maluhy Filho. Salles associa a presença desses empresários nos encontros à discussão sobre os rumos eleitorais do bolsonarismo.

Artigo de João Moreira Salles. Foto: Reprodução

Artigo cita outros empresários e retoma os ataques de 8 de Janeiro

A lista publicada por Salles traz também Helio Seibel, Christian Egan, Roberto Dagnoni, Pedro Parente, Daniel Goldberg, Fábio Ermírio de Moraes, Fabio Carvalho, Richard Gerdau, Gilson Finkelsztain, José Galló, Fernando Simões e João Camargo.

No artigo, o fundador da Piauí aborda a tentativa de golpe ligada aos atos terroristas de 8 de Janeiro. Ele sustenta que integrantes da elite empresarial conheciam a gravidade dos planos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros do Supremo Tribunal Federal.

Salles também recupera a homenagem de Jair Bolsonaro ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. O autor enumera crimes atribuídos ao ex-coronel pelo regime militar para contrastar essa referência com os círculos empresariais retratados no texto.

O artigo ainda cita o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e Flávio Bolsonaro ao revisitar episódios ligados às milícias fluminenses e à ascensão política da família Bolsonaro. Salles apresenta essa trajetória como um dos antecedentes para sua análise sobre a presença do bolsonarismo em Brasília.

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