
O senador Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, declarou R$ 50 mil em gastos com uma licença de software de inteligência artificial para a campanha ao Palácio Iguaçu. O valor consta da prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.
A contratação envolveu a empresa SAM Inteligência Artificial Ltda., cuja plataforma tem foco em campanhas eleitorais. Moro tenta comandar o governo paranaense pelos próximos quatro anos.
Dados da Receita Federal apontam que a empresa foi aberta em maio de 2026. José Raggio Colagrossi e Rafael Correia da Silva aparecem como proprietários do negócio.
No site, a SAM descreve sua plataforma como uma ferramenta voltada à estratégia eleitoral. A empresa informa que utiliza dados públicos do Tribunal Superior Eleitoral, como resultados por seção, perfis agregados de eleitores e informações sobre receitas e despesas de campanha.

Empresa diz não usar dados individualizados de eleitores
A política de privacidade da companhia afirma que a plataforma não trabalha com dados individualizados de eleitores. O serviço reúne informações públicas e agregadas para orientar ações de campanhas.
A deputada federal Rosângela Moro (PL-PR), mulher do senador e candidata à reeleição para a Câmara, também contratou a SAM Inteligência Artificial. Ela declarou R$ 30 mil pelos serviços da empresa.
O deputado federal Mendonça Filho (PL-PE), candidato ao Senado por Pernambuco, aparece como outro cliente da plataforma. A campanha dele declarou pagamento de R$ 60 mil à companhia.
Somados os contratos declarados por Moro, Rosângela Moro e Mendonça Filho, a empresa recebeu R$ 140 mil das três campanhas eleitorais.