Folha informa: ficou sabendo das orgias do filho ungido por causa do PT. Por Moisés Mendes

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro durante campanha em Goiânia. Foto: Adriano Machado/Reuters

A Folha de S.Paulo, por covardia, não compartilhou a reportagem do site PlatôBR sobre a complicada vida privada de Flávio Bolsonaro, com o uso de “dinheiro de origem suspeita”.

Para fingir que estava publicando a notícia, veio com essa chamada na capa:

“PT explora reportagem que liga Flávio Bolsonaro a garotas de programa e Rolex, e candidato evita responder”

A Folha informa logo abaixo da chamada:

“Partido e ministro de Lula divulgam relato do PlatôBR sobre supostos segredos de candidato do PL. Durante agenda em SP, filho de Jair Bolsonaro ignorou perguntas de jornalistas sobre esse tema”.

É um truque da pior qualidade, para ficar bem com a extrema direita. O jornal só trata do assunto porque “o PT buscou explorar em redes sociais a reportagem do site PlatôBR”.

A manchete da Folha. Foto: Reprodução

A Folha acaba dando a informação sob o pretexto de que foi uma ‘notícia’ que o PT compartilhou. E a notícia na Folha acaba sendo a ‘exploração’ da pauta pelo PT, e não a própria reportagem divulgada pelo site.

A Folha diz que, conforme o PlatôBR, “Flávio Bolsonaro participou anos atrás de festas com garotas de programa, foi chantageado por um ex-sócio e recebeu de presente em 2022 um relógio de R$ 305 mil de um lobista”.

A Folha continua: “O perfil do PT no X (ex-Twitter) publicou um post citando orgias bancadas com dinheiro de origem suspeita”. E faz esta cola: “Jornal revela participação de Flávio Bolsonaro em orgias, Rolex de R$ 300 mil e até mensalidades de academia de luxo pagas por empresários e lobistas a Flávio durante governo do pai”, afirma a publicação do partido”.

Esse é o truque. A Folha atribuiu tudo ao fato de que o PT disseminou a reportagem, e não porque o jornal tenha ido atrás das informações publicadas pelo PlatôBR, como os jornalões sempre fazem quando de vazamentos que tentem atingir Lula.

A notícia sobre as orgias de Flávio com dinheiro de rachadinhas não teria saído na Folha se não tivesse sido “explorada pelo PT”. E assim respira, já sem forças, o jornalismo brasileiro das corporações.

 

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