Preso, Vorcaro transfere título e poderá votar nas eleições

Urnas
Servidores do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) testam lacre das urnas que serão usadas no primeiro turno. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, pediu para participar das eleições e teve seu local de votação transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Preso preventivamente no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, ele está com o título regular e poderá votar no primeiro turno, no domingo (4), e no segundo, caso seja realizado. A informação é da coluna Brasília Hoje, da Folha de S.Paulo.

O cadastro eleitoral reproduzido pela reportagem indica a seção 0420 do Complexo Penitenciário da Papuda como o novo local de votação do ex-banqueiro. A habilitação eleitoral não altera sua situação prisional: Vorcaro permanece sob prisão preventiva e participará da votação na estrutura disponibilizada no complexo.

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto também solicitou autorização para votar e está apto a participar do pleito, segundo a Folha. Ele está preso na Papudinha desde novembro de 2025, no contexto da investigação sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Foto: Victor Moriyama/Bloomberg

Vorcaro e Stefanutto comunicaram à Polícia Militar que desejavam participar das eleições. A solicitação foi encaminhada à Justiça Eleitoral, e ambos poderão utilizar a urna disponibilizada no complexo. Já Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), também preso preventivamente na Papudinha, não fez o pedido, de acordo com a reportagem.

O voto de presos provisórios está assegurado nas eleições de 2026. Em abril, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que as restrições introduzidas pela Lei Raul Jungmann não poderiam ser aplicadas neste pleito, por terem sido aprovadas a menos de um ano da votação. A situação é diferente da de pessoas com condenação criminal transitada em julgado, cujos direitos políticos ficam suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação.

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