Jorge Messias publica nota de solidariedade à CNBB após ataque de Flávio Bolsonaro

Jorge Messias, advogado-Geral da União. Foto: reprodução

O advogado-Geral da União, Jorge Messias, divulgou nota de solidariedade à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), defendendo o Estado laico e repudiando os ataques do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à entidade.

No texto, ele afirmou que a fé genuína convence pelo testemunho, amor e coerência, nunca pela imposição, e defende a liberdade religiosa de todos, citando passagens bíblicas. Como evangélico, diz respeitar profundamente quem professa fé diferente da sua.

Leia a Nota de Solidariedade à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de Jorge Messias:

Movido pela convicção de que a base do Estado laico, adotada por nossa Constituição, pressupõe a convivência respeitosa de todas as crenças religiosas, manifesto meu reconhecimento da elevada missão desempenhada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) junto à comunidade católica, em termos pastorais, assim como seu papel decisivo na favor da construção de uma sociedade democrática em nosso país.

Nesse sentido, expresso minha total solidariedade à CNBB, diante dos ataques e agressões que injustamente vem sofrendo por parte do candidato Flávio Bolsonaro.

Movido pelo amor maior de Jesus Cristo, que nos une como irmãos, repudio igualmente a mentira utilizada como instrumento de conveniência política e eleitoral.

Defendo um Estado que assegure a liberdade religiosa de todos, sem legislar sobre a fé de ninguém, sem impor crenças e sem impedir que cada pessoa viva e proclame livremente suas convicções.

Jesus nos deixou um mandamento claro: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Marcos 12:31), uma exortação que alcança homens e mulheres que professem quaisquer credos ou religiões. A fé genuína convence pelo testemunho, pelo amor e pela coerência — nunca pela imposição.

Como cristão, procuro obedecer ao chamado de Jesus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19). Tenho alegria em anunciar o Evangelho, mas, como evangélico, respeito profundamente aqueles que professam uma fé diferente da minha.

Deus espera de nós um amor que liberta: um amor dirigido a Jesus acima de todas as coisas, nascido espontaneamente no coração. Como está escrito: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração” (Mateus 22:37). Trata-se de uma escolha livre, não de coerção — uma liberdade que pertence a todos.

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