
A controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) se tornou um dos assuntos de maior repercussão nas redes sociais em 2026.
Levantamento do Instituto Democracia em Xeque (IDX), divulgado neste sábado (26), aponta que o episódio gerou quase 1 milhão de publicações em pouco mais de dois dias.
Segundo o estudo, foram identificadas 977,6 mil publicações em um intervalo de 55 horas, entre quinta-feira (24) e este sábado. Os conteúdos produziram 8,5 milhões de interações, considerando comentários, curtidas e republicações nas diferentes plataformas analisadas.
A dimensão da repercussão já era perceptível nas primeiras 24 horas. Nesse período, o IDX contabilizou 669,9 mil publicações relacionadas à controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida. O volume colocou o episódio como o terceiro maior mobilizador de debate nas redes sociais no ano.
De acordo com o levantamento, apenas dois acontecimentos tiveram repercussão superior nas primeiras 24 horas. O primeiro foi o embate entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 1º de setembro, no contexto das revelações sobre o caso Master.
O outro episódio que superou a discussão sobre Nossa Senhora Aparecida foi a divulgação, em 13 de maio, dos áudios trocados entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Nas conversas, os dois tratavam do financiamento do filme “Dark Horse”.

A controvérsia mais recente ganhou força após circular nas redes a afirmação de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A campanha do candidato negou e levou o caso à Justiça Eleitoral.
Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de publicações que associavam Flávio ou integrantes de sua família à intenção de acabar com o título de Padroeira do Brasil. Mendonça classificou a afirmação como “notoriamente inverídica”.
A nota metodológica do IDX informa que a coleta foi realizada a partir de mais de 19 mil perfis, abrangendo Facebook, Instagram, YouTube, X e TikTok. O instituto também utilizou dados obtidos por meio da ferramenta de monitoramento de redes sociais Talkwalker.