
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a busca e apreensão de aeronaves vinculadas ao empresário Daniel Vorcaro e ao advogado e empresário Willer Tomaz. O objetivo declarado é preservar provas sobre o uso dos jatos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na petição, Lindbergh solicitou diários de bordo, listas de passageiros, registros de voos e dados recentes dos sistemas embarcados nas aeronaves. O deputado também pediu medidas cautelares para impedir a perda de informações que possam esclarecer os deslocamentos.
O requerimento cita o Legacy 650 usado por Flávio Bolsonaro para retornar dos Estados Unidos com a família em 2025. Meses depois, o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa também utilizaram o mesmo avião.
Flávio, sua mulher, Fernanda, e as duas filhas viajaram da Flórida para Brasília em janeiro de 2025. Willer Tomaz, amigo do senador, também estava no voo e figurava entre os cotistas da aeronave ao lado da Prime You, empresa operadora da qual Vorcaro era sócio.
MAIS UMA BOMBA! Flávio Bolsonaro voou na mesma aeronave do Vorcaro que Alexandre de Moraes. Eles fizeram um carnaval no final de semana. São cínicos, Flávio, Nikolas , todos eles voando nas asas do Vorcaro. Tem empregada doméstica como Laranja do operador financeiro do Flávio,… pic.twitter.com/4WFntBmkKs
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) September 24, 2026
Pedido inclui consultas à ANAC, PF e aeroportos
Lindbergh pediu que o STF consulte a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Polícia Federal e órgãos aeroportuários. A medida também prevê a apreensão e a indisponibilidade das aeronaves ligadas a Vorcaro e Tomaz.
A petição classifica a estrutura logística e patrimonial ligada a Willer Tomaz como um “hub financeiro” que teria atendido reiteradamente parlamentares investigados. O documento cita registros de voos, uso de imóveis e movimentações financeiras consideradas suspeitas.
Willer Tomaz reconheceu que custeou integralmente a viagem de Flávio Bolsonaro e de sua família e afirmou que os recebeu como convidados. Tomaz aparece como investigado no escândalo do INSS.
Também houve uma reserva anterior do Legacy 650 envolvendo o senador e sua família. Flávio Bolsonaro afirmou que a informação que recebeu era de que a aeronave pertencia a Willer Tomaz.