
A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (25) o candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL), de 42 anos, em Boa Vista, Roraima. Segundo Álvaro Luiz, do Metrópoles, a prisão ocorreu durante a Operação Cunhambebe, aberta para investigar suspeitas de formação de um grupo armado paralelo e outros crimes no estado.
Durante as buscas, porém, os policiais encontraram material que levantou indícios de possíveis crimes eleitorais relacionados à compra de votos. A documentação apreendida deverá passar por perícia. A existência desses indícios não significa, neste momento, que a compra de votos tenha sido comprovada.
A Operação Cunhambebe cumpriu mandados em endereços ligados ao candidato em Boa Vista e no município de Cantá. Trindade é delegado da Polícia Civil do Amazonas, advogado e lutador profissional de jiu-jítsu.

A investigação começou depois que agentes federais foram atacados durante uma ação contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em maio. Na ocasião, equipes da Polícia Rodoviária Federal e do Ibama atuavam na comunidade Napoleão quando um grupo tentou bloquear a passagem das viaturas.
Segundo a Polícia Federal, Trindade é investigado por suspeita de participação na formação de um grupo armado paralelo, incentivo a crimes, possível receptação qualificada e ações destinadas a dificultar fiscalizações ambientais. A Justiça também proibiu o candidato de entrar em terras indígenas de Roraima e de manter contato com integrantes da comunidade Napoleão e com o presidente da Associação dos Arqueiros de Roraima.
Um curso de segurança privada ministrado por Trindade foi suspenso por 180 dias. A PF afirma que os treinamentos funcionavam sem autorização e incluíam táticas operacionais de segurança. O Metrópoles informou que tentou contato com a defesa do candidato e aguardava manifestação. A nova frente eleitoral dependerá agora da análise do material recolhido nas buscas.