Olívia Santana 6550: democracia, cultura e mulheres negras no poder

Quando Gilberto Gil declara apoio à candidatura de Olívia Santana 6550 à Câmara dos Deputados, o gesto ganha um peso simbólico próprio. Gil associa sua voz a uma candidatura que coloca no centro da disputa o fortalecimento da democracia e a ampliação da presença de mulheres negras nos espaços de poder.

A escolha dialoga com a trajetória de Olívia. Filha de uma empregada doméstica e de um marceneiro, começou a trabalhar aos 14 anos como servente em uma escola particular de Salvador. Depois, cursou Pedagogia na Universidade Federal da Bahia e entrou na política pelo movimento estudantil. Foi vereadora de Salvador por dois mandatos e ocupou as secretarias municipais de Educação e Cultura e, no governo da Bahia, de Políticas para as Mulheres e de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte. Hoje, está no segundo mandato na Assembleia Legislativa da Bahia e foi a primeira mulher negra eleita para a Casa. Em 2022, recebeu 92.559 votos.

A disputa federal

Olívia já havia concorrido à Câmara em 2006. Agora, volta à disputa com uma trajetória que reúne educação, cultura, direitos das mulheres e combate ao racismo, mas também resultados concretos na política pública.

Na área da cultura, é autora da Lei Moa do Katendê, que criou a política estadual de salvaguarda e incentivo à capoeira e prevê a inclusão da modalidade no currículo das escolas públicas da Bahia.

Na saúde e nos direitos, é autora da Lei nº 14.365/2021, que incluiu o combate à pobreza menstrual na Política Estadual de Saúde da Mulher, e da Lei nº 14.771/2024, que determina a oferta de auxílio a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em estabelecimentos comerciais com mais de dez funcionários.

Trabalho, renda e direitos

Para a Câmara, Olívia coloca a geração de emprego e renda para a juventude negra entre as prioridades. A proposta combina formação e oportunidades, sobretudo para jovens das periferias, e relaciona a falta de perspectivas econômicas ao enfrentamento da violência.

“Nosso principal desafio é a geração de emprego e renda para a juventude”, afirma.

A defesa das mulheres também passa pela autonomia econômica. Ex-secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia, Olívia participou da implantação da Ronda Maria da Penha e defende combinar proteção, enfrentamento à violência, trabalho e renda.

No Congresso, pretende levar essa experiência para uma agenda que reúne democracia, educação, cultura, trabalho, combate ao racismo e ampliação da representação das mulheres negras.

Para conhecer mais sobre Olívia Santana, clique aqui.

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