
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta sexta (25) que as tradições religiosas estarão “protegidas e preservadas” enquanto o presidente Lula (PT) estiver no governo. A manifestação ocorreu após voltar a circular nas redes um projeto da autoria de ex-deputado bolsonarista sobre retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
“Tenho recebido mensagens de católicos preocupados com os rumos do país e com as notícias lamentáveis que estão circulando desde o dia de ontem. Preciso esclarecer que enquanto o presidente Lula e eu estivermos governando esse país, as tradições religiosas, tão sagradas para as famílias brasileiras, estarão protegidas e preservadas”, afirmou.
O vice-presidente também disse que o Brasil respeita todas as religiões e consegue conservar pacificamente as tradições católicas. A fala mirou a preocupação de católicos que passaram a compartilhar a informação desde quinta (24).
Enquanto o presidente @LulaOficial e eu estivermos governando este país, as tradições religiosas, tão sagradas para nossas famílias, estarão protegidas e preservadas. pic.twitter.com/iBsvs1SvM5
— Geraldo Alckmin 🇧🇷 (@geraldoalckmin) September 25, 2026
Flávio Bolsonaro nega proposta sobre a Padroeira do Brasil
Flávio rejeitou a informação em vídeo gravado durante agenda em Minas Gerais. “Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto. Até o final, o PT só sabe fazer isso: mentir”, afirmou o senador.
O Congresso já analisou uma proposta semelhante em 2007. O então deputado federal Professor Victório Galli, à época no PMDB de Mato Grosso, apresentou o Projeto de Lei 2.623/2007 para alterar a Lei 6.802/1980.
O texto queria substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” e trocar “culto público e oficial” por “homenagem oficial”. A Câmara rejeitou a proposta, que acabou arquivada em agosto de 2008.
O autor do projeto é ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele trabalhou na Casa Civil, então comandada por Onyx Lorenzoni, em 2019 e deixou o governo meses depois por uma codenação que determinou o pagamento de R$ 100 mil de indenização por declarações preconceituosas contra homossexuais.