O ministro Kassio Nunes Marques, do TSE, determinou que o Instagram retire, em até 24 horas, um vídeo que associa Flávio Bolsonaro ao Banco Master e ao financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A liminar, concedida a pedido do PL, sustenta que associar o senador a fatos criminosos sem comprovação concreta pode atingir sua honra e ultrapassar os limites da crítica política. A decisão, porém, chama atenção porque a ligação de Flávio com o caso não se resume a uma acusação eleitoral. O próprio STF determinou a abertura de inquérito para investigar a participação do senador em supostos crimes relacionados ao financiamento do filme, que teria recebido pelo menos R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro.
Documentos tornados públicos também revelaram cobranças e tratativas envolvendo Flávio e Vorcaro no caso Dark Horse, material que integra justamente a investigação da Polícia Federal sobre possível lavagem de dinheiro. Isso mostra que há fatos concretos sob investigação oficial. Ou seja, a ordem para remover uma publicação que aborda a relação entre um candidato à Presidência e um dos maiores escândalos financeiros do país abre um debate relevante sobre até onde a Justiça Eleitoral pode restringir a divulgação e a crítica de fatos documentados e de interesse público durante uma campanha.