VÍDEO mostra fuga após furto de HD no escritório de Milton Leite

Criminosos deixam escritório ligado a Milton Leite em carro branco
Criminosos deixam o imóvel em um carro branco após o furto. Foto: Reprodução

Um circuito de segurança registrou a fuga de criminosos após o furto de um HD em um escritório ligado ao ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil-SP), na noite de domingo (20). O equipamento armazenava imagens internas do imóvel, localizado em Santo Amaro, na zona sul da capital.

As imagens mostram um dos invasores levantando o portão da garagem às 21h17. Em seguida, os demais integrantes do grupo deixam o local em um carro branco; o homem que abriu o portão entra no banco traseiro antes da saída do veículo.

Os criminosos levaram o HD, mas deixaram mais de R$ 19 mil em dinheiro no imóvel. Policiais encontraram documentos de Milton Leite revirados, entre eles talões, cartões bancários, Bilhete Único e uma carteirinha de filiação do presidente estadual do União Brasil ao Corinthians.

A Secretaria da Segurança Pública informou que uma vizinha acionou a Polícia Militar e que os agentes constataram danos no portão e desordem no interior do imóvel. A Polícia Civil apreendeu documentos, cartões e dinheiro, requisitou perícia e registrou o caso no 11º DP, em Santo Amaro, como furto a residência e localização e apreensão de objetos.

Milton Leite está preso em operação sobre transporte público

Milton Leite permanece preso temporariamente em Mogi das Cruzes desde sexta (18), após se entregar à polícia. Ele havia sido alvo de mandado de prisão na quinta (17), durante a Operação Vectura Corrupta, e ficou foragido até se apresentar em uma delegacia.

A investigação da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público, apura a infiltração do PCC no transporte público paulistano. Os investigadores suspeitam que Leite atuava diretamente na operação de empresas sob controle da facção e que seria o dono de fato da Transwolff.

A operação cumpriu 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em cidades da Grande São Paulo e da Baixada Santista. Entre os investigados estão o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e Danilo Marco Morgado Silva (PL), ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande.

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