
O impedimento declarado por Kássio Nunes Marques em uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre Alexandre de Moraes teria sido a maior frustração de André Mendonça no plenário, segundo a coluna de Lauro Jardim, no Globo.
Nunes Marques é o único outro integrante da Corte indicado por Jair Bolsonaro, além de Mendonça. Os dois ministros chegaram ao STF por nomeações do ex-presidente.
O ministro afirmou que não participaria do julgamento por também presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na justificativa, disse ter o dever de “assegurar o equilíbrio nas eleições”.
Nunes Marques também declarou acreditar que o julgamento poderia “impactar no cenário político-eleitoral”. A explicação surpreendeu Mendonça, conforme a publicação.
Justificativa citou impacto eleitoral do julgamento
Mendonça já sabia que Nunes Marques não votaria na sessão. A coluna afirma que ele esperava a ausência do colega diante da pressão causada por revelações vazadas do celular de Daniel Vorcaro.
A reação de Mendonça se concentrou na justificativa escolhida pelo presidente do TSE para formalizar o impedimento. Para ele, a razão apresentada pelo colega seria a pior possibilidade naquele momento.
Isso porque a manifestação de Nunes Marques reforçaria questionamentos de adversários de Mendonça sobre uma suposta parcialidade do ministro em processos relacionados aos casos Master e INSS.
As referências aos casos Master e INSS surgiram no debate em torno da atuação de Mendonça, enquanto o afastamento de Nunes Marques retirou da sessão um dos dois ministros indicados por Bolsonaro que poderiam participar do julgamento.