
O presidente Lula chamou Eduardo Bolsonaro de “traidor da pátria” e atacou políticos que, segundo ele, se submetem aos Estados Unidos durante um ato de campanha em Ceilândia, no Distrito Federal, na noite desta quarta-feira (16). “Esse país não comporta político vira-lata”, afirmou o petista, segundo o Correio Braziliense.
Lula elevou o tom ao falar da relação de adversários políticos com o governo de Donald Trump. “Esse país não comporta quem coloca a bandeira do Brasil de dia e de noite vai ficar de quatro para os Estados Unidos”, declarou. O presidente vinculou a crítica diretamente a Eduardo Bolsonaro.
No discurso, Lula acusou o ex-deputado de atuar em Washington contra interesses brasileiros e de buscar a intervenção do governo Trump. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, iniciou nesta quarta uma nova rodada de reuniões nos Estados Unidos para articular sanções contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
🚨GIGANTE! Lula OBLITERA Flávio rachadinha e manda RECADO DIRETO aos TRAIDORES DA PÁTRIA!
“Este país não comporta político vira-lata, que de dia mostra a bandeira nacional e de noite fica de quatro pros Estados Unidos.”
O BRASIL NÃO QUER SER COLÔNIA DE NINGUÉM! 🇧🇷🦑🔥 pic.twitter.com/yPxn57tIil
— Pedro Rousseff 1️⃣3️⃣0️⃣0️⃣ (@pedrorousseff) September 17, 2026
Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato de deputado federal em dezembro de 2025. A Mesa da Câmara declarou a perda porque ele deixou de comparecer a pelo menos um terço das sessões deliberativas previstas na Constituição. O ex-parlamentar permanece nos Estados Unidos e continua atuando politicamente junto a integrantes e aliados do governo Trump.
A fala ocorreu durante o evento “Brasil Pronto pra Mais”, que reuniu Lula e aliados na Praça do Trabalhador, em Ceilândia. Entre os presentes estavam Leandro Grass (PT), candidato ao governo do Distrito Federal, e as candidatas ao Senado Erika Kokay (PT) e Leila Barros (PDT).
A ofensiva de Lula ocorre na reta final da campanha presidencial, enquanto Flávio Bolsonaro disputa o Planalto pelo PL. Ao atacar Eduardo Bolsonaro, o presidente buscou associar a família do adversário à pressão exercida nos Estados Unidos sobre instituições e autoridades brasileiras.