
Da Página do MST
Realizado entre os dias 10 e 12 de setembro de 2026, o IV Encontro Sinodal Fratelli Tutti: Diálogo Socioambiental Norte-Sul reuniu lideranças da Igreja Católica, movimentos sociais, sindicatos, universidades e o setor empresarial para debater a integração global e os eixos fundamentais inspirados na encíclica Fratelli Tutti, na Casa Geral de La Salle, em Roma.
“Todos irmãos” é a tradução para o português da encíclica do Papa Francisco, que propõe uma reflexão sobre o ideal de fraternidade universal e sobre a necessidade de reconstruir a vida social a partir de vínculos mais solidários, justos e pacíficos. Publicada em 2020, a encíclica Fratelli Tutti convida a humanidade a cultivar uma cultura de encontro capaz de superar conflitos, desigualdades e diferenças.
A atividade em Roma teve como objetivo consolidar um espaço de diálogo entre atores das Américas do Norte e do Sul, com especial atenção para a realidade do trabalho, da transição ecológica e dos novos desafios frente às novas tecnologias.
O MST esteve entre os movimentos populares presentes no encontro, e participou da entrega de documento que apresenta as emergências socioeconômicas de nossos países, e a necessidade de promover desenvolvimentos tecnológicos com sentido social, a serviço da vida humana.
De acordo com representante do Movimento Sem Terra no encontro, os participantes trabalharam em torno de três eixos fundamentais para as Américas: O mundo do trabalho e transição ecológica; Impactos do extrativismo e a urgência de dar voz ativa às comunidades afetadas pela exploração mineral e extrativista na América Latina; e os desafios éticos e sociais das inovações tecnológicas e da inteligência artificial.
O evento foi promovido em conjunto pelo Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM), pela Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) e pela Pontifícia Comissão para a América Latina.
Não temos tempo para ter medo!
Durante o encerramento, o Papa Leão XIV encorajou os participantes a “não terem medo” e a atuarem ativamente na promoção de uma “cultura da negociação” voltada ao bem comum.
Para Rodrigo Suñe, da Direção do Setor de Internacionalismo do MST, o encontro com o Papa reforça nosso compromisso com a esperança coletiva, e renova nossa mística para seguir no trabalho organizado, sempre em defesa da dignidade humana, e dos bens comuns da natureza, que é a nossa Casa Comum.