
Jason Miller, ex-estrategista das campanhas de Donald Trump, publicou uma imagem feita por inteligência artificial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usando tornozeleira eletrônica. A postagem ocorreu no domingo (13), às vésperas de uma sessão da Corte que discutiria a autorização de uma investigação contra o magistrado.
Na segunda-feira (14), Miller voltou a atacar Moraes ao publicar fotos do ministro e de Daniel Vorcaro, ex-controlador do extinto Banco Master. O aliado de Trump escreveu “tick-tock, Xandão” e acrescentou emojis de viaturas policiais, numa insinuação de que o ministro poderia ser preso.
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— Jason Miller (@JasonMiller) September 15, 2026
Miller trabalhou no Partido Republicano dos Estados Unidos durante uma década antes de atuar como empresário do setor financeiro. Ele conheceu Trump em 2012, quando o então empresário avaliava concorrer à Presidência americana.
Trump o contratou em 2016 para atuar como estrategista e porta-voz de sua campanha presidencial. Miller também participou das campanhas do republicano em 2020 e 2024.
“The disclosure has made Moraes one of the focal points of the snowballing corruption scandal sparked by the $10bn collapse of lender Banco Master last year.”
Brazil banking scandal engulfs Supreme Courthttps://t.co/FnNro34SWu pic.twitter.com/2uGqQNs65w
— Jason Miller (@JasonMiller) September 13, 2026
STF analisa pedido de investigação contra Alexandre de Moraes
O STF marcou para esta terça-feira (15) uma sessão para decidir se autoriza a abertura de investigação contra Moraes. A análise ocorre após revelações apresentadas pelo ministro André Mendonça sobre contatos atribuídos a Vorcaro antes de sua prisão.
Segundo as informações levadas por Mendonça, Vorcaro teria perguntado a Moraes se haveria uma operação contra ele e se deveria deixar o país. A conversa teria ocorrido dois dias antes da prisão do ex-controlador do Banco Master.
Na noite de segunda-feira (14), Moraes respondeu formalmente às acusações em manifestação encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin. O ministro afirmou que o relatório apresentado por Mendonça não aponta “qualquer indício para apuração de prática de infração penal”.
Moraes também questionou a elaboração do documento e declarou que ele não teria sido produzido integralmente pela Polícia Federal. Para o ministro, o material contou “com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro”, o que, segundo ele, indicaria tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026.