“Tick-tock”: aliado de Trump publica imagem de IA de Moraes com tornozeleira

Imagem gerada por IA de Alexandre de Moraes, do STF, com tornozeleira eletrônica. Foto: Reprodução

Jason Miller, ex-estrategista das campanhas de Donald Trump, publicou uma imagem feita por inteligência artificial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usando tornozeleira eletrônica. A postagem ocorreu no domingo (13), às vésperas de uma sessão da Corte que discutiria a autorização de uma investigação contra o magistrado.

Na segunda-feira (14), Miller voltou a atacar Moraes ao publicar fotos do ministro e de Daniel Vorcaro, ex-controlador do extinto Banco Master. O aliado de Trump escreveu “tick-tock, Xandão” e acrescentou emojis de viaturas policiais, numa insinuação de que o ministro poderia ser preso.

Miller trabalhou no Partido Republicano dos Estados Unidos durante uma década antes de atuar como empresário do setor financeiro. Ele conheceu Trump em 2012, quando o então empresário avaliava concorrer à Presidência americana.

Trump o contratou em 2016 para atuar como estrategista e porta-voz de sua campanha presidencial. Miller também participou das campanhas do republicano em 2020 e 2024.

STF analisa pedido de investigação contra Alexandre de Moraes

O STF marcou para esta terça-feira (15) uma sessão para decidir se autoriza a abertura de investigação contra Moraes. A análise ocorre após revelações apresentadas pelo ministro André Mendonça sobre contatos atribuídos a Vorcaro antes de sua prisão.

Segundo as informações levadas por Mendonça, Vorcaro teria perguntado a Moraes se haveria uma operação contra ele e se deveria deixar o país. A conversa teria ocorrido dois dias antes da prisão do ex-controlador do Banco Master.

Na noite de segunda-feira (14), Moraes respondeu formalmente às acusações em manifestação encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin. O ministro afirmou que o relatório apresentado por Mendonça não aponta “qualquer indício para apuração de prática de infração penal”.

Moraes também questionou a elaboração do documento e declarou que ele não teria sido produzido integralmente pela Polícia Federal. Para o ministro, o material contou “com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro”, o que, segundo ele, indicaria tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026.

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