
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), candidato ao Senado por Santa Catarina, faltou à sabatina da Jovem Pan Floripa na sexta-feira (11) e ampliou o incômodo de aliados com sua ausência em compromissos públicos da campanha. Até agora, ele não participou de debates, entrevistas ou sabatinas no estado. Com informações do Uol.
A emissora manteve uma cadeira vazia no estúdio e informou que a entrevista estava marcada desde julho. Durante o programa, o apresentador Emanuel Soares disse que a assessoria alegou um compromisso em Brasília, sem detalhar qual seria. “Carlos Bolsonaro simplesmente não apareceu. E não é só aqui: ele não comparece para entrevista nenhuma, para sabatina nenhuma, para debate nenhum”, afirmou.
A defesa do candidato negou que ele tivesse confirmado presença e declarou que já havia avisado sobre sua viagem a Brasília. A assessoria citou a determinação judicial que permite a Carlos visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, às quartas-feiras ou aos sábados, às 8h, mas os horários não coincidiram com o da sabatina.
Carlos também não foi aos dois debates já realizados entre postulantes ao Senado: um promovido pela rádio Som Maior, em Criciúma, em 17 de agosto, e outro pela CBN, na sede da NSC, em Florianópolis, no dia 23. Ele recusou ainda os convites para sabatinas da NDTV, marcada para 18 de setembro, e do Portal Upiara, prevista para 29 de setembro; sua equipe diz que avalia a participação nos próximos encontros.
Aliados veem risco de reforçar imagem de candidato distante
Correligionários relataram que a ausência nos eventos faz parte de uma tentativa de evitar constrangimentos, diante da pouca experiência de Carlos em debates e de sua reduzida ligação com Santa Catarina. Parte dos aliados, porém, esperava que ele aceitasse ao menos entrevistas em veículos considerados próximos da direita e passou a classificar a falta à Jovem Pan como um erro político.
O desconforto cresceu após o temporal que atingiu Santa Catarina em agosto. Carlos viajou a Brasília no dia 29 para visitar Jair Bolsonaro e só retornou ao estado na segunda-feira (31), mesmo com o agravamento dos impactos na Grande Florianópolis. Nesse período, publicou apenas um story no Instagram lamentando os estragos.
Adversários têm explorado a origem carioca do candidato e sua ausência dos confrontos. Em sabatina na Jovem Pan na terça-feira (8), o candidato Jeferson Rocha (PRD) atacou Carlos: “Pelo amor de Deus, frouxo assim a gente não quer aqui”. Esperidião Amin (PP), sem citá-lo diretamente, defende o voto de “catarinense em catarinense”.
No horário eleitoral de sexta-feira (11), Carlos afirmou que “o mais importante, claro, é eleger Flávio presidente da República” e definiu o Senado como “o campo de batalha onde a direita precisa ser maioria”. Na pesquisa AtlasIntel divulgada na quinta-feira (10), Carol de Toni (PL) liderava a disputa com 28,4%, seguida por Amin, com 20,2%, e Carlos, com 14,9%; em março, ele tinha 18,3%.