
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que viajará a Washington, nos Estados Unidos, na próxima semana para conversar com integrantes do governo de Donald Trump sobre possíveis medidas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em entrevista ao canal Comunicação Brasil, na sexta-feira (11), Eduardo disse que pretende discutir a aplicação de sanções contra Moraes. “Semana que vem vou a Washington conversar com algumas pessoas muito interessantes para reanimar, reaver a possibilidade de a gente ter uma Magnitsky contra Moraes”, afirmou.
A referência do ex-deputado é à Lei Magnitsky, mecanismo usado pelos Estados Unidos para impor sanções a estrangeiros acusados de envolvimento em violações de direitos humanos ou corrupção.
Eduardo tratou a viagem como uma tentativa de retomar a discussão sobre o uso desse mecanismo contra o ministro do STF. Ele não anunciou nenhuma decisão das autoridades norte-americanas sobre o tema.
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Eduardo Bolsonaro estará em Washington para tratar de novas medidas contra Alexandre de Moraes.
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— rcomunicabrasil (@rcomunicabrasil) September 11, 2026
Lei Magnitsky prevê sanções impostas pelos Estados Unidos
A legislação permite que os Estados Unidos adotem restrições contra pessoas estrangeiras, como bloqueio de ativos sob jurisdição americana e limitações de entrada no país, quando o governo americano decide aplicar as sanções.
Alexandre de Moraes integra o STF e conduz investigações que envolvem Jair Bolsonaro e aliados do ex-presidente, incluindo processos ligados à tentativa de golpe de Estado e aos atos terroristas de 8 de Janeiro.
Eduardo Bolsonaro deixou o mandato de deputado federal em julho, após a Câmara declarar a perda do cargo por faltas. Ele havia se licenciado para permanecer nos Estados Unidos.
Na entrevista, o ex-deputado não identificou as pessoas com quem pretende se reunir em Washington nem informou uma data específica para os encontros.