Estadão acha que caso Master não é bandidagem da direita. Por Moisés Mendes

Banco Master
Fachada da banco Master. Foto: Reprodução

O Master tinha dois servidores públicos infiltrados dentro do Banco Central de Roberto Campos Neto, onde ocupavam cargos de direção.

Dois diretores graduados, nomeados pelo governo Bolsonaro, agiam como informantes do banqueiro e faziam outras coisas que estão sendo investigadas.

Sérgio Neves de Souza (ex-diretor de Fiscalização) e Belline Santana (ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária) foram flagrados e afastados, enquanto o inquérito está andando.

Além disso, Flávio Bolsonaro mordia Vorcaro e recebeu mais de R$ 60 milhões do banqueiro. Outras figuras da direita e do fascismo tinham relações criminosas com Vorcaro.

Mas o Estadão pergunta na capa: “O escândalo do Master é de direita ou de esquerda?”

Manchete do Estadão. Foto: Reprodução

E anuncia: ferramenta do Estadão detalha elos de Vorcaro. As ferramentas tentam criar equivalências entre direita e esquerda nas relações com o banqueiro.

Só falta o Estadão perguntar se o filme sobre Bolsonaro, que parece nem existir, é de direita ou de esquerda. E se o próprio Estadão não é um jornal da direita sequestrada pelo bolsonarismo.

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